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    Nomes de lugares falsos com mensagens anti-Israel inundam área de Rafah no Google Maps

    Não há evidências que sistemas do Google tenham sido violados; especialista classificou ato como "vandalismo cibernético"

    Uma das inscrições dizia: "A Palestina é livre, que Deus nos perdoe”
    Uma das inscrições dizia: "A Palestina é livre, que Deus nos perdoe” Foto: Tamas Tuzes-Katai/Unsplash

    Donie O'SullivanEyad Kourdida CNN

    A representação da área da passagem de Rafah, na fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito, no Google Maps apareceu nesta terça-feira (24) com lugares com os nomes “F**k Israel” (Fo**-se Israel, em tradução livre) e “Que Deus amaldiçoe a Jerusalém de Israel”.

    Com isso, ciberativistas parecem ter utilizado o serviço para postar mensagens anti-Israel, provavelmente aproveitando um recurso do Google Maps que permite às pessoas criar e contribuir com informações sobre empresas e pontos de referência que aparecem no aplicativo.

    Veja também — Hamas usou linhas telefônicas para planejar ataque a Israel

    A CNN encontrou dezenas de nomes de lugares com mensagens anti-Israel criados em árabe e inglês, incluindo um em árabe que dizia: “A Palestina é livre, que Deus nos perdoe”.

    Não há evidências de que quaisquer sistemas do Google tenham sido violados ou comprometidos como parte desse golpe, o que Ben Decker, CEO da empresa de análise de ameaças online Memetica, descreveu como “vandalismo cibernético”.

    “O vandalismo cibernético tem suas origens nos estágios iniciais da Internet, quando as comunidades invadiam e desfiguravam sites”, explicou o especialista.

    O Google, que também possui o serviço de mapas Waze, afirmou na segunda-feira (23) que estava desativando seus dados de tráfego em tempo real em Israel e Gaza, enquanto as forças israelenses se preparavam para uma possível invasão terrestre do enclave.

    A empresa não informou se a ação foi a pedido das Forças de Defesa de Israel (FDI). A CNN entrou em contato com as FDI para comentários, mas não teve retorno.

    O Google adotou a mesma ação no início da invasão da Rússia contra a Ucrânia no ano passado, depois que pesquisadores online usaram dados de tráfego em tempo real para rastrear os movimentos das tropas russas.

    Não está claro se o direcionamento do Google Maps com mensagens anti-israelenses foi motivado pela decisão da empresa de desativar os dados de tráfego em tempo real.

    Depois que a CNN compartilhou vários exemplos de nomes de lugares anti-Israel falsos com o Google nesta terça-feira (24), um porta-voz da empresa disse: “No Google Maps, nos esforçamos para encontrar o equilíbrio certo entre ajudar as pessoas a encontrar informações confiáveis sobre locais e reduzir conteúdo impreciso ou enganoso”.

    “Temos políticas claras para contribuições de usuários – estamos revisando ativamente os exemplos que você compartilhou e estamos no processo de remoção de conteúdo que viola nossas políticas”, adicionou.

    Muitos dos nomes de lugares falsos ainda estavam sendo mostrados na noite desta terça.

    Decker, da Memetica, destacou que o vandalismo cibernético é “uma forma politicamente agnóstica de hacktivismo que tem sido usada por comunidades online em todo o mundo”.

    “A razão pela qual o vandalismo cibernético é muito mais prevalente do que o vandalismo no mundo real, especialmente quando se trata de conflitos geopolíticos como Israel-Gaza, é que pode ser um ato completamente anônimo e sem rosto”, concluiu.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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