O que é a "segunda lua" que acompanhará a Terra até 2083?

Asteroide 2025 PN7 pertence a grupo de corpos celestes que compartilham a mesma órbita da Terra em torno do Sol

André Nicolau, da CNN Brasil
Asteroide deve acompanhar nosso planeta até 2083, apontam especialistas
Ilustração artística retrata um asteroide típico. A quase-lua 2025 PN7 é um asteroide que orbita o Sol, mas parece estar próximo da Terra.  • undefined
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A Terra ganhou um novo — mas temporário — companheiro de órbita em sua volta ao redor do Sol.  

O discreto asteroide do tipo quase-satélite responde pelo nome de 2025 PN7 e deve acompanhar nosso planeta por mais de meio século - mais precisamente em 2083, segundo estimativas feitas pelos astrônomos da NASA e de outros observatórios.  

O corpo-celeste, no entanto, não é exatamente uma novidade para as agências espaciais.  

Isso porque, de acordo com os relatórios sobre o tema, o objeto marca presença em nossa vizinhança há décadas, desde os anos 1960.  

Segundo os registros obtidos pelos telescópios do projeto Pan-STARRS, no Havaí, o 2025 PN7 possui diâmetro estimado entre 18 e 36 metros.  

Ainda conforme os resultados, a “segunda lua da Terra” - nome popular dado ao asteroide - pertence a um grupo de corpos celestes que compartilham a mesma órbita da Terra em torno do Sol, acompanhando-a sem necessariamente star preso à sua gravidade.  

Por que segunda "lua da Terra"? 

O que chamou a atenção dos cientistas é o seu movimento: o 2025 PN7 se move quase exatamente no mesmo ritmo da Terra, completando sua volta ao Sol no mesmo tempo que nós – Ou seja, por se mover em sincronia com a Terra, ele foi popularmente apelidado de "segunda lua da Terra". 

No entanto, diferentemente da Lua tradicional, ele não orbita nosso planeta, mas sim o Sol, sendo classificado como um "quase-satélite" – um objeto que viaja junto da Terra, mas sem vínculo gravitacional permanente.

Apesar do nome, o corpo celeste é discreto, difícil de observar e só é detectado por telescópios de alta precisão. 

Após anos de observação, os astrônomos chegaram à conclusão de que o asteroide não representa risco à Terra; ele mantém uma órbita estável e segura, sem se aproximar perigosamente e sem afetar fenômenos naturais como marés ou clima.