Público gamer cresce e 3 em cada 4 brasileiros consomem jogos eletrônicos

Pesquisa Game Brasil revelou que as mulheres representam a maioria dos jogadores no país; população brasileira nunca teve tantos gamers

Uso dos smartphones ajudou a popularizar os jogos eletrônicos, e 48,3% dos gamers brasileiros preferem usar o celular pra jogar
Uso dos smartphones ajudou a popularizar os jogos eletrônicos, e 48,3% dos gamers brasileiros preferem usar o celular pra jogar Foto: Metin Aktas/Anadolu Agency/Getty Images

Vinícius TadeuTiago Tortellada CNN

Em São Paulo

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O número de brasileiros que se divertem através dos jogos eletrônicos continua crescendo, e neste ano o país atingiu a marca de 74,5% de sua população que diz jogar games. Isso significa que três em cada quatro pessoas no Brasil usam celulares, videogames ou computadores para jogar.

Este é o maior número já registrado em território nacional, e representa um aumento de dois pontos percentuais em relação ao ano passado. Já dentro do público gamer, a maioria dos usuários é composta por mulheres, que representam 51% dos jogadores.

Os números são do nono levantamento anual realizado pela Pesquisa Game Brasil (PGB), desenvolvida pelo Sioux Group e Go Gamers em parceria com Blend New Research e ESPM. Em 2022, o estudo ouviu 13.051 pessoas em 26 estados e no Distrito Federal entre os dias 11 de fevereiro e 7 de março.

Segundo a pesquisa, os jogos eletrônicos são populares em todas as idades, mas a faixa etária de 20 a 24 anos é a que predomina no público gamer do Brasil, com 25,5% dos usuários. Em seguida, o hábito de jogar games é mais comum para os adolescentes de 16 a 19 anos, com 17,7%.

Entre os adultos, a divisão é mais equilibrada, com pessoas de 25 a 29 anos representando 13,6% dos jogadores. Os gamers de 30 a 24 anos são 12,9% dos usuários, e os que tem entre 35 e 39 anos compõem 11,2% do público.

A maioria do público que consome jogos eletrônicos se identifica como parda ou preta, com 49,4%, seguida pelos gamers que se declaram brancos, que representam 46,6%.

O sócio do Sioux Group e professor da ESPM Guilherme Camargo aponta para o aumento da importância dos jogos eletrônicos na vida dos brasileiros “independente de sexo, idade ou até mesmo classe social”.

Se já foi uma prática reservada apenas às pessoas com mais dinheiro no passado, agora os jogos eletrônicos se diversificaram e chegam a toda a população. A maior parte dos jogadores é de classe média, com 62,7%.

O público de classe média alta representa 12,3% dos gamers, seguido pela classe alta, com 13,5%, e pelas classes mais baixas, que são 11,6% dos jogadores.

Os jogos eletrônicos se consolidaram no país principalmente através dos smartphones, que são os dispositivos preferidos dos gamers para encarar as aventuras nos diferentes mundos digitais. Entre a população que consome games, 48,3% joga pelo celular.

Na sequência, os computadores aparecem com 23,3% da preferência do público e os tradicionais consoles com 20%.

“Computadores e consoles para jogar apresentam custos elevados para os padrões da maioria dos brasileiros. No entanto, os smartphones democratizam este hábito, uma vez que existem em maior quantidade do que a própria população do Brasil”, avalia o sócio da GoGamers, Carlos Silva.

A pesquisa ainda descobriu que os jogadores também se imergem no universo gamer, e 76,5% deles apontam os jogos eletrônicos como a principal forma de entretenimento. Antes da pandemia, no início de 2020, esse número era quase 20 pontos percentuais menor.

Por fim, a pandemia pode ser um dos motivos que ajudam a explicar a relação mais forte entre os brasileiros e os jogos eletrônicos. O levantamento revelou que 72,2% dos gamers brasileiros passaram a jogar mais durante o período de isolamento social, e 57,9% marcaram mais partidas online com amigos enquanto ficavam em casa.

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