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    Regulamentação da inteligência artificial é urgente e complexa, diz especialista

    À CNN Rádio, o pesquisador João Archegas defendeu que projeto de regulamentação aprovado pela União Europeia vai legitimar processo em outros países, como o Brasil

    Possessed Photography na Unsplash

    Amanda Garciada CNN

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    Regulamentar a inteligência artificial é um desafio complexo, porém urgente, na avaliação do pesquisador João Archegas, do Instituto de Tecnologia e Sociedade.

    A União Europeia aprovou na quarta-feira (14) um projeto pioneiro de regulamentação do tema.

    Para Archegas, a regulação “vai legitimar processos semelhantes em outros países, como o Brasil.”

    Ele explica que “temos desafios pelo rápido desenvolvimento dessa tecnologia, e como estabelecer um conceito para a IA se a cada mês tem uma nova, que traz outros softwares e aplicações.”

    O especialista destaca que a regulamentação é urgente justamente porque a IA pode apresentar risco à sociedade, à democracia e a direitos fundamentais.

    Segundo o Archegas, a classificação de risco, proposta pela UE, é uma forma interessante de se regulamentar.

    “Ela coloca a IA dentro de um espectro. Por exemplo, a regulamentação de um videogame não é a mesma de um carro autônomo”, disse.

    Ao criar substratos, portanto, “a legislação consegue ser mais eficiente”, classificando cada aplicação como de baixo, limitado, alto e até inaceitável risco.

    “Um game, por baixo risco, terá obrigações de transparência algorítmica, enquanto um veículo autônomo terá avaliação mais apurada e profunda, para não causar acidentes.”

    Ele defende que uma regulação mais abstrata é mais eficaz, a fim de reduzir a possibilidade de a legislação já nascer “atrasada” diante dos avanços tecnológicos.

    *Com produção de Isabel Campos

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