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    Telescópio James Webb registra a imagem mais nítida da nebulosa Cabeça de Cavalo

    Por estar localizada em uma região dominada por fótons, o registro da nuvem cósmica vai ajudar a explicar a evolução da matéria no espaço

    Nebulosa Cabeça de Cavalo ainda terá cerca de cinco milhões de anos antes de se desintegrar
    Nebulosa Cabeça de Cavalo ainda terá cerca de cinco milhões de anos antes de se desintegrar ESA/Webb, NASA, CSA, K. Misselt

    Giovana Christda CNN

    O Telescópio Espacial James Webb (JWST) capturou a imagem com maior definição já registrada da nebulosa Cabeça de Cavalo. Conhecida por ser um dos objetos mais singulares do espaço, esta fotografia permitirá estudos sobre a interação entre radiação e o meio interestelar.

    Seu formato diferenciado foi descoberto no final do século 19 e ela está localizada a cerca de 1.300 anos-luz da Terra, na constelação de Órion. Essa forma se deve a um espesso pilar de gás denso e poeira que ainda não sofreu erosão.

    Comparação das imagens da nebulosa Cabeça de Cavalo obtidas por diferentes telescópios
    Comparação das imagens da nebulosa Cabeça de Cavalo obtidas por diferentes telescópios / ESA

    A Cabeça de Cavalo está em uma região dominada por fótons, conhecida como PDR. Ali, a luz ultravioleta de estrelas jovens cria um ambiente com gases de carga neutra e temperatura elevada, permitindo a emissão de luzes que são ferramentas para estudar os processos físicos e químicos da evolução da matéria interestelar na nossa galáxia e em todo o Universo.

    Por estar mais perto da Terra do que outras nebulosas, é um importante objeto a ser estudado para entender melhor sobre a interação entre radiação e o meio interestelar, além da maior compreensão sobre os PDRs.

    A seguir, os astrônomos pretendem estudar os dados obtidos a partir desta nebulosa para entender a evolução de suas propriedades físicas e químicas.

    Telescópio James Webb capta imagens inéditas da Nebulosa de Órion