Telescópio tira foto de cometa "estrangeiro" passando pelo Sistema Solar

O 3I/ATLAS foi observado pela primeira vez em 1º de julho; ele é apenas o terceiro objeto interestelar avistado em nossa vizinhança espacial

Fernanda Pinotti, da CNN
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Uma nova imagem do cometa "visitante" 3I/ATLAS foi divulgada por astrônomos enquanto o objeto interestelar continua sua jornada pelo nosso Sistema Solar.

O cometa foi registrado pelo telescópio Gemini North, no Havaí, enquanto passava a cerca de 465 milhões de quilômetros da Terra. Na foto, é possível perceber a nuvem de gás e poeira ao redor do núcleo gelado do 3I/ATLAS. Veja a foto do corpo celeste:

“A sensibilidade e a agilidade de programação do Observatório Internacional Gemini proporcionaram uma caracterização inicial crucial deste viajante interestelar”, afirma Martin Still, diretor do programa NSF para o Observatório Internacional Gemini. “Aguardamos ansiosamente uma abundância de novos dados e insights à medida que este objeto se aquece com a luz solar antes de continuar sua jornada fria e escura entre as estrelas.”

O 3I/ATLAS é apenas o terceiro objeto interestelar já observado visitando o Sistema Solar na história. Um objeto interestelar é todo corpo celeste que se origina de regiões distantes do cosmos – estudá-los permite saber mais sobre outros sistemas estelares.

Veja um vídeo da passagem do cometa 3I/ATLAS passando pelo Sistema Solar

Esse visitante interestelar foi visto pela primeira vez em 1º de julho deste ano, e vinha intrigando os cientistas sobre sua origem.

Oficialmente batizado de 3I/ATLAS, o cometa pode ser o corpo celeste mais antigo já visto por cientistas. Pesquisadores enfatizam que o visitante pode ser até mesmo mais antigo que o próprio Sistema Solar, em mais de 3 bilhões de anos. De acordo com o astrônomo da Universidade de Oxford, Matthew Hopkins, ele pode ter mais de 7 bilhões de anos.

A detecção inicial foi realizada pelo telescópio de pesquisa ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System), financiado pela Nasa e localizado em Rio Hurtado, no Chile.

Ele não representa nenhuma ameaça para o planeta Terra, pois manterá uma distância mínima de pelo menos 1,6 unidades astronômicas (cerca de 240 milhões de km).