Mirante do Copan reabre ao público após anos fechado; veja como visitar

Com ingressos a R$ 50, visitas acontecerão aos sábados e terão renda revertida para a restauração da fachada do prédio tombado

CNN Viagem & Gastronomia, do Viagem & Gastronomia
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A partir deste sábado (5), o Edifício Copan, um dos maiores símbolos de São Paulo, vai reabrir o mirante ao público, que estava fechado desde a pandemia. A renda das visitas será revertida para a restauração da fachada do edifício tombado.

As visitas para acessar o mirante, que fica a 115 metros de altura, acontecerão todos os sábados, das 9h às 11h30 e das 13h30 às 16h30. Os passeios, sempre acompanhados por um guia, têm duração de 30 minutos.

O ponto de encontro será na entrada principal da Avenida Ipiranga, em frente ao Café Floresta, 15 minutos antes do horário reservado. Ao todo, serão realizados 24 passeios por dia, com até oito pessoas em cada grupo.

Os ingressos custam R$ 50 por pessoa e devem ser adquiridos no site do Edifício Copan.

Além do mirante, grupos de escolas, pesquisadores ou grupos turísticos com guia próprio podem visitar outras áreas do Copan, incluindo o térreo, as áreas comuns e a cobertura, mas é necessário agendar a visita com a administração.

Mirante do Copan: Avenida Ipiranga, 200 - República, São Paulo - SP (encontro em frente ao Café Floresta, 15 minutos antes da visita) / Horários de visita: das 9h às 11h30 e das 13h30 às 16h30 / Ingressos disponíveis no site.

Patrimônio Cultural de São Paulo

O Copan nasceu de um projeto inspirado no Rockefeller Center, em Nova York. O empreendimento foi encomendado pela Companhia Pan-Americana de Hotéis e Turismo para as comemorações do IV Centenário de São Paulo, em 1954, com a proposta de reunir moradia, hotel, comércio e opções de lazer em um grande conjunto no centro da cidade.

Foi a partir dessa ideia que Oscar Niemeyer desenhou o edifício nos anos 1950, tendo como grande diferencial o característico formato ondulado. O arquiteto dizia que buscava fugir do ângulo reto e se deixava levar pela curva livre, que se tornou uma das marcas de sua arquitetura.

Após enfrentar problemas financeiros, a obra só foi concluída em 1966, 12 anos depois do prazo inicial e com diversas alterações em relação ao projeto original. Em 2012, por conta de seu valor histórico, arquitetônico, urbanístico e paisagístico, o edifício foi tombado pelo Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo).

Neste ano, o Copan celebra os 60 anos. O edifício tem números à altura: ele se ergue a 115 metros, tem 32 andares, reúne 1.160 apartamentos e abriga cerca de três mil moradores.

O térreo, que costuma ficar lotado aos fins de semana, conta com joias da cena gastronômica e cultural paulistana. Ali ficam o Bar da Dona Onça, da premiada chef Janaína Torres, eleita a melhor do mundo em 2024; o Café Floresta, aberto na década de 1970, que carrega Selo de Valor Cultural do município; a livraria Megafauna e o vizinho Cuia, restaurante da chef Bel Coelho na seleção Bib Gourmand do Guia Michelin.

O local reúne ainda lojas de DVDs, queijos, cachaçaria e de arte, assim como o premiado Fel, pequeno bar de alta coquetelaria com um balcão de 13 lugares, e o bar de vinhos Paloma. Mais recentemente, o térreo ganhou a Tem Umami, que costuma reunir filas de apreciadores de sorvetes em busca de sabores especiais, como pudim, quindim e cocada, e o Oni Omu, especializado em onigiris tradicionais e criações especiais. Em breve, o espaço também ganhará o Nu Cine Copan, que recuperará o cinema de rua que funcionou no térreo entre as décadas de 1970 e 1980.

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