Brasil acelera acordos comerciais com Canadá, Emirados Árabes e Europa
Secretário do Ministério da Agricultura, Luís Rua afirma que negociações avançam com Canadá e Emirados Árabes, enquanto acordo com a Associação Europeia de Livre Comércio já foi assinado e aguarda implementação.

O Brasil tem avançado nas negociações comerciais com Canadá e Emirados Árabes Unidos para ampliar as exportações de produtos agrícolas, especialmente de proteínas animais.
Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária), Luís Rua, o país deve concluir ainda neste ano um acordo de livre comércio com o Canadá.
A meta é assinar o acordo de livre comércio até o fim deste ano. O interesse brasileiro está na ampliação das exportações de commodities agrícolas, como carne e soja, além de produtos minerais.
Já os canadenses buscam ampliar o acesso aos setores de energia, mineração, inteligência artificial e tecnologia.
O secretário afirmou que as discussões seguem em andamento e revelou que representantes canadenses estiveram no Brasil segunda quinzena de abril para dar continuidade às negociações.
"Eu também fui ao Canadá e o fluxo de informação está bastante intenso para que possa chegar em algum acordo", informou.
Outro avanço esperado envolve os Emirados Árabes Unidos, considerados uma porta de entrada importante para mercados do Oriente Médio.
O governo tem buscado ampliar a participação dos embarques de produtos Halal.
Rua destaca que a estratégia brasileira vai além do volume exportado. A ideia é posicionar o agro nacional em mercados que valorizam diferenciais como sustentabilidade, bem-estar animal e qualidade da produção.
O secretário também cita o acordo fechado entre o Mercosul e o EFTA — bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein — como exemplo de acesso a mercados mais exigentes e de maior valor agregado.
Segundo ele, embora sejam mercados menores em tamanho, esses países representam oportunidades importantes para produtos premium e para proteínas animais com certificações e atributos valorizados pelos consumidores.
Além da Europa, o Brasil também busca ampliar a presença na Ásia. Singapura aparece como outro mercado estratégico nas negociações comerciais brasileiras por funcionar como um importante hub logístico e financeiro da região.
Para Rua, o avanço dessas negociações reforça a posição do Brasil como fornecedor global de alimentos em um momento de instabilidade geopolítica e aumento das preocupações com segurança alimentar.
Durante o Fórum Estratégico de Bem-Estar Animal, o secretário reportou que o cenário global exige que o Brasil diversifique parceiros comerciais e fortaleça a inserção dos produtos agropecuários brasileiros no exterior.
Luís Rua afirma que o país reúne um conjunto de características difíceis de encontrar em outro concorrente global da proteína animal. Entre os principais diferenciais, ele cita qualidade, quantidade, sanidade, estabilidade, competitividade, complementariedade e sustentabilidade.
Apesar do crescimento da participação brasileira no comércio internacional de proteínas, o secretário ressalta que o país ainda enfrenta desafios e precisa continuar avançando em eficiência, imagem internacional e abertura de mercados.


