Cacau despenca 7,77% em Nova York com avanço da oferta na Costa do Marfim
Produção de cacau na Costa do Marfim cresce 30% e amplia percepção de oferta global, pressionando as cotações para a mínima de sete meses em Nova York

Os preços do cacau recuaram 7,77% nesta sexta-feira (18) na bolsa de Nova York, com o contrato para dezembro encerrando o pregão a US$ 5.327 por tonelada. O mercado foi pressionado pela perspectiva de maior oferta global, principalmente diante do avanço da produção na Costa do Marfim.
Segundo a Barchart, a cotação atingiu mínima de sete semanas e acumula pressão nas últimas duas semanas com os sinais de recuperação da produção no país africano, maior produtor mundial de cacau.
Dados divulgados pelo Conselho do Café-Cacau da Costa do Marfim mostram que a colheita alcançou 2,06 milhões de toneladas entre junho de 2025 e junho de 2026, alta de 30% em relação às 1,58 milhão de toneladas registradas no mesmo período da temporada anterior.
Café
Na bolsa de Nova York, o contrato futuro de café com vencimento em dezembro fechou a sexta-feira (18) com alta de 1,45%, a US$ 2,80 por libra-peso. A valorização ocorreu após o dólar recuar da máxima de sete semanas, movimento que favoreceu a cobertura de posições vendidas nos contratos futuros.
Segundo a Barchart, os preços do café vinham pressionados nas últimas três semanas diante da expectativa de maior oferta global. Na sexta-feira, o café robusta chegou a registrar a menor cotação em uma semana, enquanto o arábica havia atingido, na quinta-feira, o menor nível em cerca de dois meses e meio.
A perspectiva de oferta elevada ganhou força após a OIC (Organização Internacional do Café) projetar uma safra global recorde para 2025/26. De acordo com a entidade, a produção mundial deve crescer 4,4%, para 183,6 milhões de sacas, enquanto o consumo tende a recuar 0,9%, para 180,6 milhões de sacas.
Açúcar
A perspectiva de demanda mais fraca voltou a pressionar o mercado internacional de açúcar. Na bolsa de Nova York, o contrato futuro com vencimento em março fechou em queda de 0,44%, a 18,24 centavos de dólar por libra-peso, após atingir a mínima de três semanas durante o pregão.
Segundo a Barchart, as cotações acumulam pressão ao longo da última semana diante das preocupações com o consumo. Um dos fatores acompanhados pelo mercado foi o volume de açúcar entregue referente ao contrato de outubro na bolsa de Londres, que expirou na terça-feira (15).
Foram entregues 499.350 toneladas, alta de 91% em relação ao ano anterior. De acordo com a Barchart, o volume está entre os maiores já registrados para um contrato de outubro em Londres e indica uma demanda física mais fraca pela commodity.
Algodão
O mercado de algodão terminou a sessão em baixa na Bolsa de Nova York, com o contrato para entrega em dezembro recuando 1,24%, a 81,15 centavos de dólar por libra-peso.
Apesar da queda nos preços, os compromissos de exportação alcançaram 4,5 milhões de fardos até 10 de setembro, volume 13% superior à média dos últimos cinco anos. O resultado corresponde a 39% da projeção de exportações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a temporada, abaixo da média histórica de 48%.
Suco de Laranja
O suco de laranja encerrou a sessão em alta na Bolsa de Nova York, com o contrato com vencimento mais próximo avançou 0,64%, para US$ 1,40 por libra-peso.

