Cacau registra alta de 9% em Nova York devido a chuvas na Costa do Marfim

Contrato para setembro atinge maior patamar em seis semanas com alagamentos e risco de podridão que afetam produção no principal produtor de cacau

Andressa Simão, da CNN Brasil, São Paulo
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As condições climáticas na Costa do Marfim impulsionaram os preços futuros do cacau na sessão desta segunda-feira (22) na bolsa de Nova York.

O contrato do cacau para entrega em setembro fechou em alta de 9,06% e fechou precificado em US$ 4.621 por tonelada.

De acordo com o Barchart, os preços do cacau estão em alta e atingiram o maior patamar em seis semanas, devido às chuvas excessivas na Costa do Marfim, que têm inundado estradas e impedido o acesso dos agricultores às fazendas e aos portos.

Ainda segundo as informações, o excesso de umidade também aumenta o risco de podridão parda nos cacaueiros, reduzindo a produção e comprometendo a colheita.

Café 

O contrato futuro do café arábica para entrega em setembro registrou queda de 0,30% e encerrou o dia cotado em US$ 2,67 por libra-peso.

Segundo o Barchart, a queda nos preços se deve à expectativa de que o clima mais seco no Brasil permita a retomada da safra cafeeira no país.

Além disso, o mercado acompanha os impactos do El Niño sobre a safra brasileira. Além disso, o atraso das chuvas sazonais no Brasil, em setembro e outubro, período crítico para o florescimento das árvores, pode afetar a próxima safra do país.

A colheita da safra de café brasileira de 2026/27 atingiu 39% da área plantada até 17 de junho, segundo a Safras & Mercado, abaixo dos 43% registrados um ano antes e ligeiramente inferior à média de 40% dos últimos cinco anos.

Açúcar 

A queda no petróleo pressionou as cotações futuras do açúcar nesta sessão na bolsa de Nova York. O contrato para entrega em outubro finalizou o dia precificado em 14,37 centavos de dólar a libra-peso, com uma baixa de 2,05%.

O Barchart reportou que os preços recuaram para a mínima de dois meses. “Esse cenário de queda nos preços do etanol pode levar as usinas de açúcar a direcionarem a moagem da cana para a produção de açúcar em vez de etanol, aumentando assim a oferta de açúcar”, comentou o site.

Além disso, a agência Reuters destacou que o fenômeno El Niño está aumentando as preocupações da indústria açucareira indiana. “Comerciantes e representantes do setor alertam que o país pode permanecer praticamente ausente do mercado global de exportação de açúcar por vários anos, caso a produção seja afetada”, informou a agência.

Algodão  

O algodão com contrato futuro para entrega em dezembro fechou com ligeira queda de 0,33% e precificado em 79,41 centavos de dólar a libra-peso.

De acordo com o Barchart, a queda do petróleo influenciou as cotações do algodão nesta sessão. O mercado também monitora os estoques certificados que caíram 1.575 fardos em 19 de junho, totalizando 189.447 fardos.

Suco de laranja 

O vencimento futuro do suco de laranja para entrega em setembro finalizou com desvalorização de 2,38% na bolsa de Nova York, em que o contrato fechou negociado a US$ 1,55 por libra-peso.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/cacau-entra-em-2026-em-busca-de-equilibrio/