Queda do petróleo pressiona contratos futuros do açúcar em Nova York
Contratos do adoçante chegaram atingir os menores níveis da última semana antes de fecharem em baixa

Os preços futuros do açúcar encerraram a sessão desta terça-feira (9) em queda na bolsa de Nova York, influenciados principalmente pelo recuo expressivo do petróleo no mercado internacional.
O contrato com vencimento em julho registrou desvalorização de 0,28%, encerrando o dia cotado a 14,08 centavos de dólar por libra-peso.
Segundo análise da Barchart, os contratos do adoçante chegaram a atingir os menores níveis da última semana antes de fecharem em baixa. A pressão veio da forte queda do petróleo WTI, que recuou mais de 3% e atingiu a mínima de sete semanas.
A desvalorização do petróleo reduz a competitividade do etanol, o que pode incentivar usinas ao redor do mundo a destinarem uma parcela maior da cana-de-açúcar para a produção de açúcar, em vez do biocombustível. Esse movimento aumenta a perspectiva de oferta global da commodity e contribui para pressionar as cotações no mercado internacional.
Cacau
Os preços futuros do cacau encerraram em queda, devolvendo os ganhos observados no início do pregão diante de mudanças nas perspectivas climáticas para os principais países produtores da África Ocidental.
O contrato com vencimento em julho fechou o dia com desvalorização de 1,83%, cotado a US$ 3.831 por tonelada.
A pressão sobre as cotações ocorreu após atualizações meteorológicas indicarem a chegada de condições mais secas à África Ocidental nos próximos dias. O cenário reduziu parte das preocupações do mercado em relação aos danos causados pelas chuvas intensas registradas recentemente na região.
No início da semana, os preços haviam avançado depois que produtores da Costa do Marfim relataram que fortes chuvas e ventos afetaram os cacaueiros, destruindo botões florais e comprometendo o desenvolvimento das lavouras.
Além dos fatores climáticos, o mercado acompanha o posicionamento dos fundos de investimento. Segundo o relatório semanal COT (Compromissos dos Traders), os gestores ampliaram em 2.963 contratos suas posições vendidas líquidas em cacau na bolsa de Nova York na semana encerrada em 2 de junho, totalizando 21.111 contratos, trata-se do maior volume de apostas na queda dos preços em mais de três anos.
De acordo com analistas, esse elevado nível de posições vendidas pode aumentar a volatilidade do mercado e favorecer movimentos de recuperação caso investidores sejam forçados a recomprar contratos para encerrar suas apostas baixistas.
Café
Os preços futuros do café arábica finalizaram em baixa nas bolsas internacionais, refletindo a expectativa de ampla oferta com o avanço da colheita no Brasil.
O contrato do café arábica com vencimento em julho recuou 0,31%, encerrando o dia cotado a US$ 2,45 por libra-peso.
Durante o pregão, as cotações foram pressionadas pelo avanço da safra brasileira, cuja produção deve alcançar um volume expressivo neste ciclo. O Barchart apontou que houve um aumento da disponibilidade do grão no mercado tem reforçado as perspectivas de oferta e contribuído para a desvalorização dos contratos.
Com isso, o café arábica atingiu o menor patamar em 19 meses, enquanto o café robusta recuou para a mínima de dois meses. O mercado segue acompanhando o ritmo da colheita no Brasil, maior produtor e exportador mundial da commodity, fator que continua exercendo influência sobre a formação dos preços internacionais.
Algodão
Os contratos futuros do algodão fecharam a sessão com desvalorização na bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em julho recuou 2,90%, fechando cotado a 71,26 centavos de dólar por libra-peso.
O mercado segue acompanhando o desenvolvimento da safra dos Estados Unidos. De acordo com o relatório de acompanhamento de lavouras do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), 77% da área prevista para o cultivo de algodão já havia sido plantada até o último domingo, índice alinhado à média histórica para o período.
Suco de laranja
O vencimento em julho para o suco de laranja registrou alta de 6,07% na bolsa de Nova York, encerrando o pregão cotado a US$ 1,70 por libra-peso.


