Café arábica sobe 1,35% em Nova York com atenção ao terremoto na Colômbia
Contrato para dezembro fechou a US$ 3,19 por libra-peso, enquanto mercado monitora possíveis impactos do terremoto sobre a produção e as exportações colombianas.

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do café arábica com vencimento em dezembro registrou alta de 1,35% e fechou cotado a US$ 3,19 por libra-peso.
Segundo a Barchart, os preços do café arábica operam em alta moderada e se consolidam abaixo da máxima de um mês registrada na terça-feira.
A valorização ocorre em meio às preocupações sobre os possíveis impactos do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na segunda-feira sobre a produção e as exportações de café do país.
Entre as regiões afetadas estão Caldas e Risaralda, importantes áreas produtoras que, juntas, respondem por cerca de um quarto da produção colombiana de café. A Colômbia é o segundo maior produtor mundial de café arábica.
Além dos danos nas áreas produtoras, o mercado acompanha possíveis problemas logísticos. A Maersk informou na terça-feira que as operações no terminal de Buenaventura foram temporariamente suspensas.
O porto é responsável por movimentar grande parte das exportações de café da Colômbia. Segundo a empresa, o fechamento de estradas no interior e as restrições de tráfego provocadas pelo terremoto também podem afetar o transporte de cargas.
Com isso, o mercado monitora se os impactos sobre a infraestrutura e a logística colombianas poderão comprometer o fluxo de café ao exterior, dando suporte aos preços futuros em Nova York.
Cacau
O contrato futuro do cacau com vencimento em setembro encerrou o dia com alta de 1,26% na Bolsa de Nova York, cotado a US$ 5.725 por tonelada.
Segundo a Barchart, os preços do cacau recuperaram parte das perdas registradas na sessão anterior.
A forte queda ocorreu após relatos de condições excepcionais de cultivo na Costa do Marfim e em Gana, dois dos principais produtores mundiais de cacau. As condições favoráveis impulsionaram a floração dos cacaueiros antes do início da colheita da safra principal, prevista para o próximo mês.
Nesta quarta-feira, o mercado corrigiu parte das perdas, mas segue atento às condições das lavouras e às perspectivas para a oferta da próxima safra nos principais países produtores da África Ocidental.
Algodão
O contrato futuro do algodão com vencimento em dezembro encerrou o dia praticamente estável na Bolsa de Nova York. A cotação teve alta de 0,01% e fechou a 84,38 centavos de dólar por libra-peso.
O mercado avaliou as divulgação de oferta e demanda pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
Segundo o consultor independente Pery Passotti Pedro, o relatório foi neutro para os preços do algodão, ao menos neste primeiro momento. A redução projetada para a produção dos Estados Unidos foi compensada por aumentos nas estimativas de outros indicadores, enquanto o corte ficou abaixo do que era esperado pelo mercado.
Para o consultor, um dos pontos que ainda pode gerar ajustes nas próximas divulgações é a taxa de abandono das lavouras nos Estados Unidos. Historicamente, porém, grandes correções nesse indicador não são comuns.
O mercado também esperava uma reação mais forte no contrato de dezembro de 2026 após a divulgação do relatório, movimento que não se confirmou na sessão.
Segundo Passotti, não há, por enquanto, sinais de uma mudança dramática no cenário. "Os investidores devem continuar acompanhando principalmente o comportamento da demanda chinesa e eventuais revisões nas projeções do USDA nos próximos relatórios", informou.
Açúcar
O vencimento futuro do açúcar com vencimento em outubro encerrou a sessão com alta de 1,85%, cotado a 16,42 centavos de dólar por libra-peso.
Segundo a Barchart, os preços do açúcar avançaram nesta quarta-feira, recuperando parte das perdas registradas na sessão anterior. Antes do recuo, os contratos futuros negociados em Nova York e Londres haviam atingido novas máximas de um ano e três meses.
A alta recente dos preços foi impulsionada pelas preocupações com a oferta global, diante das condições climáticas adversas em importantes regiões produtoras.
Na Europa, a seca e as temperaturas elevadas pressionaram as lavouras. Segundo dados da S&P Global Energy, a produção de açúcar da União Europeia e do Reino Unido deve somar 14,98 milhões de toneladas neste ano, o menor volume em 11 anos.
O mercado segue atento à evolução das condições climáticas e aos impactos sobre a produção mundial, fatores que podem influenciar a trajetória dos preços do açúcar nos próximos meses.
Suco de laranja
O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com desvalorização de 0,68% em que o contrato fechou negociado a US$ 1,38 por libra-peso.


