Cacau recua 4,69% em Nova York com melhora na oferta global

Clima favorável em Costa do Marfim e Gana e maior produção pressionam as cotações da commodity

Andressa Simão, da CNN Brasil, São Paulo
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Na sessão desta terça-feira (11), o contrato futuro do cacau para entrega em setembro encerrou o dia com queda de 4,69%, cotado a US$ 5.654 por tonelada.

O Barchart apontou que os preços do cacau recuaram para o menor nível da semana e fecharam em forte baixa, pressionados pela melhora nas condições de cultivo na Costa do Marfim e em Gana. "O clima favorável tem estimulado a floração dos cacaueiros antes do início da principal colheita, previsto para o próximo mês", destacou.

O aumento da oferta em Gana também contribuiu para pressionar as cotações. Na última quarta-feira, a agência reguladora do cacau do país informou que 750 mil toneladas foram colhidas na safra 2025/26, que termina no fim deste mês.

O volume representa alta de 25,6% em relação às 597 mil toneladas registradas na safra 2024/25, reforçando as expectativas de maior disponibilidade da commodity no mercado internacional.

Café

Na bolsa de Nova York, o contrato futuro do café arábica para entrega em dezembro fechou o pregão com alta de 0,57%, cotado a US$ 3,15 por libra-peso.

O barchart apontou a alta foi impulsionada pelas preocupações com possíveis impactos do terremoto de grande magnitude que atingiu a Colômbia na segunda-feira sobre o abastecimento de café. O país é o segundo maior produtor mundial de arábica.

O terremoto, de magnitude 7,4, atingiu regiões produtoras como Caldas e Risaralda, que respondem por cerca de um quarto da produção colombiana. Além disso, a Maersk informou que as operações no terminal de Buenaventura, principal ponto de saída das exportações de café da Colômbia, foram temporariamente suspensas.

A análise do Barchart apontou que o fechamento de estradas e as restrições ao tráfego no interior do país também podem dificultar o transporte de cargas, aumentando as preocupações com o fluxo de café colombiano no mercado internacional.

Açúcar

No açúcar, o contrato futuro para entrega em outubro fechou o pregão com alta de 1,58%, cotado a 16,73 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a S&P Global Energy, os preços do açúcar estenderam a forte valorização registrada na última semana. Em Nova York, a commodity atingiu a maior cotação em dez meses, enquanto, em Londres, o açúcar alcançou o maior nível em 15 meses.

O movimento é sustentado principalmente pelas preocupações com a oferta global. A seca e as temperaturas elevadas na Europa devem reduzir a produção de açúcar na União Europeia e no Reino Unido para 14,98 milhões de toneladas neste ano, o menor volume em 11 anos, de acordo com a S&P Global Energy.

Algodão

O contrato futuro do algodão para entrega em dezembro fechou o pregão com alta de 0,63%, cotado a 84,39 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a Trading View, os contratos futuros da fibra eram negociados próximos de 84 centavos de dólar por libra, após atingirem a máxima de três meses, de 84,50 centavos. A alta foi sustentada por preocupações com o abastecimento diante das condições climáticas adversas em importantes regiões produtoras.

O cenário também é influenciado pela piora na qualidade das lavouras norte-americanas. No último relatório de progresso das safras, USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), apontou que 42% da safra de algodão do país foi classificada como boa ou excelente.

O percentual ficou abaixo dos 46% registrados na semana anterior e dos 55% observados no mesmo período do ano passado.

Suco de laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com desvalorização de 1,87% em que o contrato fechou negociado a US1,39 por libra-peso.