Camil tem prejuízo de R$ 40,3 milhões no quarto trimestre do ano fiscal
A empresa faturou R$ 2,5 bilhões no período, R$ 400 milhões a menos que no ciclo anterior, refletindo desafios do mercado

A Camil Alimentos registrou prejuízo líquido de R$ 40,3 milhões no quarto trimestre do ano fiscal 2025 (período encerrado em fevereiro de 2026), na comparação com um também prejuízo de R$ 24,6 milhões no mesmo trimestre do ano anterior. Em 2025, a empresa registrou um lucro líquido de R$148,5 milhões, uma queda de 31,6% em relação a 2024.
A receita líquida da companhia soma R$ 2,5 bilhões no trimestre, uma queda de 16,5% na mesma base de comparação do ciclo anterior, onde a receita foi de R$ 2,9 bilhões. No acumulado anual a receita soma R$11,1 bilhões, queda de 9,4% em relação ao ano fiscal anterior, encerrado em fevereiro de 2025.
O Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) da empresa totalizou R$ 192,8 milhões no período, queda de 0,5% em relação ao ciclo anterior, que contabilizou R$ 193,9 milhões. Na base de comparação anual o Ebitda cresceu 0,9%, a R$915,3 milhões em 2025.
Em nota, a companhia afirmou que o período reforça a resiliência do modelo de negócios e a consistência da gestão operacional e considera o cenário de preços de mercado como desafiador. “O resultado foi sustentado pelo crescimento dos volumes no segmento internacional e pelo avanço nas categorias de alto valor, parcialmente compensado por uma retração anual de volumes do alto giro em açúcar”, destacou a administração.
A Camil indica que os preços de mercado de arroz e açúcar caíram 41% e 17% no ano, respectivamente, o que impactou diretamente na receita da categoria. Em volumes, a redução de 4% no alto giro refletiu o menor volume em açúcar e mitigou o avanço de volumes em grãos. Nas categorias de alto valor, a empresa registrou um crescimento de volumes de 3% no ano, sustentado pelo desempenho positivo em pescados, café e biscoitos.
No mercado internacional, segundo o balanço divulgado, a companhia obteve a melhor performance anual histórica em volumes, com crescimento de 31% no ano. O resultado foi impulsionado, principalmente, pelo sólido desempenho do Uruguai e pela integração dos resultados do Paraguai. Parte do avanço foi compensado por um cenário de preços desafiador de arroz na América do Sul. O segmento internacional consolida-se como um dos principais vetores de crescimento e diversificação da Camil.
Segundo a empresa, a estratégia é impulsionar volumes no Brasil, reforçar a atuação nos mercados internacionais, expandir rentabilidade e continuar evoluindo em eficiência operacional e comercial. A Camil se mantém confiante na execução de sua agenda de volumes, rentabilidade e eficiência.


