China reabilita oito frigoríficos do Rio Grande do Sul a exportar frango
Com o retorno ao mercado chinês, exportações gaúchas de frango podem subir 10% em 2026

Oito frigoríficos do Rio Grande do Sul foram autorizados a retomar a exportação de frango para a China após a Administração Geral das Alfândegas do país (GACC) suspender a restrição na última terça-feira (20). A medida havia sido adotada em 2024, após a detecção de Newcastle, doença viral que afeta aves e interfere no comércio internacional, na região de Anta Gorda.
Dentre as indústrias que foram autorizadas a exportações produtos avícolas para a China estão: BRF S.A., de Marau (SIF 2014), JBS Aves Ltda, de Montenegro (SIF 2032), JBS Aves Ltda, de Passo Fundo (SIF 922), Agrosul Agroavícola Indústrial S/A, de São Sebastião do Caí (SIF 4017), Companhia Minuano de Alimentos, de Lajeado (SIF 1661), Cooperativa Central Aurora Alimentos, de Erechim (SIF 68), BRF S.A., de Serafina Corrêa (SIF 103) e Cooperativa Languiru Ltda, de Westfalia (SIF 730).
A ausência do mercado chinês impactou diretamente as exportações de frango do Rio Grande do Sul. Em 2024, o bloqueio contribuiu para uma queda de cerca de 1% nos embarques da região. Antes da suspensão, a China representava quase 6% das vendas de frango gaúcho, parcela que foi parcialmente compensada por exportações para outros países.
No mesmo ano, o Brasil exportou 561 mil toneladas de carne de frango para a China, gerando US$ 1,288 bilhão em receita. Com a reabertura do mercado para o Rio Grande do Sul, a expectativa é que esses números cresçam cerca de 10% em 2026.
De acordo com a Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV), a China representa um mercado estratégico e altamente relevante para o Brasil e, em especial, para o Rio Grande do Sul, tanto por seu volume quanto por sua importância geopolítica e comercial que exerce no cenário internacional. Sua reabertura restabelece fluxos essenciais para a sustentabilidade econômica do setor avícola gaúcho.
A associação ainda destacou que o setor reforça que a biosseguridade deve permanecer como pilar inegociável da avicultura gaúcha e brasileira. "A manutenção e o aprimoramento contínuo dos programas sanitários, da vigilância ativa, da rastreabilidade e da resposta rápida a emergências sanitárias são fundamentais não apenas para preservar mercados já conquistados, mas também para garantir resiliência frente a novos desafios", informou em nota.


