Kepler Weber anuncia projeto de armazenagem de milho na Venezuela
Contrato foi firmado com a MP Agro, cerealista venezuelana que atua no fornecimento de insumos, equipamentos e no financiamento da safra

A empresa brasileira de armazenagem agrícola Kepler Weber iniciou os embarques de equipamentos para um novo projeto internacional na Venezuela, voltado à implantação de uma unidade de beneficiamento e estocagem de milho branco.
A estrutura terá capacidade inicial para armazenar 80 mil toneladas, com possibilidade de ampliação, e deverá atender principalmente a indústria de farinha de milho branco, produto base da alimentação no país. O cronograma contratual estabelece a conclusão da obra para o segundo semestre de 2026.
O contrato foi firmado com a MP Agro, cerealista venezuelana que atua no fornecimento de insumos, equipamentos e no financiamento da safra para produtores locais. Com a nova unidade, a MP Agro ampliará sua capacidade de originação de grãos, passando a receber milho produzido pela própria empresa, por agricultores independentes e por cooperativas parceiras, com foco no abastecimento da indústria alimentícia local.
Segundo a Kepler Weber, o projeto inclui máquinas de pré-limpeza e limpeza, quatro secadores e um sistema de termometria digital da Procer, equipado com sensores de umidade relativa, que permitem o monitoramento contínuo das condições do milho durante o armazenamento.
“O projeto reforça nossa atuação internacional e está alinhado à estratégia de diversificação geográfica da companhia”, afirma Bernardo Nogueira, CEO da Kepler Weber. Nos nove primeiros meses de 2025, a receita líquida do segmento de negócios internacionais da Kepler Weber somou R$ 135,1 milhões, o que representou um crescimento de 11,7% em relação ao mesmo período de 2024.
Negociações
Em novembro, a Kepler Weber recebeu uma proposta não vinculante da Grain & Protein Technologies (GPT), empresa americana dona da marca GSI, de armazéns e silos, para uma “combinação de negócios”. O preço indicativo informado pela companhia foi de R$ 11 por ação.
Até 15 de fevereiro, a empresa brasileira tem um prazo de exclusividade para a negociação.
“A definição sobre a estrutura da transação e demais termos e condições estão sujeitos à conclusão da negociação pelas partes e, caso um documento vinculante seja assinado com relação à transação, todas as formalidades legais serão devidamente observadas pela Companhia, incluindo a opinião do Conselho Fiscal em relação à transação proposta, em estrita observância à legislação societária, às normas da CVM e ao Regulamento do Novo Mercado”, segundo a Kepler, em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em 20 de dezembro.


