Clima nos EUA e derivados pressionam cotações da soja em Chicago

Óleo de soja recua após renovar máximas, contribuindo para baixa de 0,90% no contrato para entrega de julho da oleaginosa

Andressa Simão, da CNN Brasil, São Paulo
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Os vencimentos futuros finalizaram a sessão desta quarta-feira (22) com queda na Bolsa de Chicago, em que o contrato futuro para entrega em julho fechou com baixa de 0,90% e cotado em US$ 11,7950 por bushel.

De acordo com a Agrinvest, os preços da soja recuaram influenciado pelo óleo de soja, que registrou queda após renovar máximas desde 2023 no fechamento anterior.

A Granar destacou que o óleo de soja chegou a ultrapassar US$ 1.600 por tonelada, um nível excepcional alcançado no contexto da guerra no Oriente Médio e sobretudo devido ao aumento da demanda interna da indústria de biodiesel, encerrou o dia com queda de US$ 10,14, fechando a US$ 1.580,24 por tonelada para o contrato de maio.

A Datagro destacou que o mercado também acompanha às condições climáticas nos Estados Unidos. O Serviço Nacional de Meteorologia do país emitiu alertas de bandeira vermelha no cinturão do milho (conhecido como Corn Belt), indicando clima extremamente seco e risco elevado de incêndios, com ventos fortes em áreas que vão das Dakotas ao Texas e de Montana a Minnesota.

Milho 

O contrato futuro para entrega julho do milho finalizou a sessão com leve ganho de 0,16% na Bolsa de Chicago, em que ficou cotado em US$ 4,6275 por bushel.

A Agrinvest ainda destaca que o milho registra leve ganho com suporte da demanda externa e risco climático no plantio da safra americana.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) confirmou uma nova venda de milho americano da safra 2025/2026 para destinos ainda não definidos, com volume de 130.000 mil toneladas.

Trigo 

Os preços futuros do trigo fecharam com queda moderada com sessão na Bolsa de Chicago, em que o vencimento para julho registrou queda de 0,94% e está cotado em US$ 6,0700 por bushel.

A Granar também destacou que o trigo fechou em baixa nos mercados americanos, onde os investidores realizaram lucros após ganhos significativos nas sessões anteriores. O fortalecimento do dólar frente ao euro contribuiu para a tendência de queda, melhorando a competitividade das exportações da União Europeia.

Para o trigo, a agrinvest destacou que os preços recuam após dois dias de altas consecutivas acompanhando o mercado da soja. Embora o mercado ainda acompanhe de perto o clima nas Planícies dos EUA, que ainda traz risco para a safra de inverno, a oferta global elevada e incertezas geopolíticas com risco de aumento da inflação contribuem para a limitação de novos ganhos expressivos.