Com melhora na demanda, cacau atinge maior nível em duas semanas em NY
Preços avançam impulsionados pela demanda aquecida de chocolates e queda do dólar americano

A melhora na demanda por chocolates impulsionou os contratos futuros do cacau nesta quinta-feira (30) na Bolsa de Nova York, levando as cotações ao maior nível em duas semanas. O vencimento para julho avançou 4,66%, encerrando o dia cotado a US$ 3.569 por tonelada.
De acordo com as informações da Investing, os resultados melhores do que o esperado divulgados esta semana pelas principais fabricantes de chocolate, Hershey e Mondelez International, mostram que a demanda do consumidor por chocolate permanece estável, apesar dos preços elevados.
Além disso, o mercado também acompanha o Índice do Dólar Americano, que recuou neste pregão, um movimento que reduz automaticamente o custo do cacau para compradores internacionais, estimulando a demanda e tornando os contratos futuros mais atraentes para participantes fora dos Estados Unidos.
"Essa dinâmica tem sido o tema dominante nos mercados de cacau nas últimas sessões, com os preços do cacau se estabilizando em alta devido à fraqueza do dólar, que levou ao fechamento de posições vendidas, e a uma posição excessivamente vendida por parte de fundos, que impulsionou ainda mais a valorização", informou a Investing.
Suco de laranja
Os contratos futuros do suco de laranja encerraram a sessão em alta na Bolsa de Nova York. O vencimento para julho avançou 3,17%, fechando cotado a US$ 1.902,50 por tonelada.
Algodão
Os contratos futuros do algodão encerraram a sessão na Bolsa de Nova York em forte alta, impulsionados por dados positivos de demanda externa. O vencimento para julho avançou 3,79%, cotado a US$ 82,20 por libra-peso.
O movimento foi sustentado pelo relatório semanal de vendas para exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que indicou aquecimento nas negociações. Na semana encerrada em 23 de abril, foram comercializados 162.879 mil fardos da safra 2025/26, o maior volume em três semanas e 56,61% acima do registrado no mesmo período do ano passado.
Para a safra 2026/27, as vendas somaram 105.747 mil fardos, configurando o quarto maior volume do atual ano comercial. Já os embarques alcançaram 384.608 mil fardos, o maior patamar em cinco semanas, reforçando o cenário de demanda firme pelo algodão norte-americano.
Café
Os contratos futuros do café arábica encerraram a sessão em queda na Bolsa de Nova York, pressionados por perspectivas de maior oferta. O vencimento para julho recuou 1,77%, fechando cotado a US$ 2,855 por libra-peso.
O mercado atingiu o menor nível em uma semana, refletindo as expectativas de uma safra mais robusta no Brasil. De acordo com a Academia de Comércio de Café, a produção brasileira na temporada 2026/27 pode crescer 12% em relação ao ciclo anterior, alcançando 71,4 milhões de sacas, o que reforça o viés baixista para os preços.
Açúcar
Os contratos futuros do açúcar encerraram a sessão com baixa na Bolsa de Nova York, após perderem força ao longo do dia. O vencimento para julho recuou 1,08%, fechando cotado a US$ 14,61 por libra-peso.
Depois de iniciarem o pregão em alta, com o açúcar em Nova York atingindo o maior nível em três semanas, os preços inverteram o sinal diante de novas projeções de oferta global. O USDA indicou um possível excedente de 2,5 milhões de toneladas na produção da Índia na safra 2026/27, o primeiro superávit em dois anos. O país é o segundo maior produtor mundial da commodity.
Apesar da queda, o mercado encontrou algum suporte na valorização da gasolina, que alcançou o maior patamar em quase quatro anos. O movimento tende a impulsionar o etanol e pode incentivar usinas a direcionarem mais cana para a produção do biocombustível, representando uma redução na oferta de açúcar no mercado global.


