Cotação do milho recua 1,35% na Bolsa de Chicago com pressão de vendas
O mercado ainda avalia a possibilidade de redução de área plantada, diante dos altos custos de produção

O milho encerrou a sessão desta segunda-feira (30) em queda na Bolsa de Chicago, em que o contrato para maio recuou 1,35%, cotado a US$ 4,5575 por bushel.
De acordo com a Granar, a pressão veio, em parte, do aumento das vendas no mercado físico, com produtores aproveitando a recente valorização para negociar estoques, diante de custos mais elevados com insumos e combustíveis. Nesse cenário, investidores mantiveram posição vendedora nos contratos futuros.
A Agrinvest destacou que o movimento também reflete ajustes de posição por parte dos fundos antes do relatório de intenções de plantio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado ainda avalia a possibilidade de redução de área plantada, diante dos altos custos de produção.
Apesar da queda, o desempenho das exportações segue positivo, com vendas e inspeções semanais acima das expectativas do mercado.
Soja
As cotações futuras da soja fecharam praticamente estáveis na sessão desta segunda-feira (30) na Bolsa de Chicago. O contrato com vencimento em maio registrou leve alta de 0,04%, cotado a US$ 11,5975 por bushel.
Segundo a Granar, o mercado foi pressionado pelas expectativas de uma safra 2026/27 significativamente maior nos Estados Unidos, além de um relatório semanal de exportações considerado fraco.
Apesar disso, os preços da soja e do óleo de soja encontraram suporte ao longo do dia com a valorização do petróleo. Ainda assim, os ganhos foram limitados e acabaram devolvidos na parte da tarde, com os investidores adotando cautela diante da divulgação do relatório de estoques trimestrais e de intenções de plantio do USDA, previsto para esta terça-feira (31).
O óleo de soja segue sustentado, com o mercado ainda assimilando os impactos das novas regras estabelecidas pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA). Embora os números tenham vindo abaixo do esperado, as diretrizes devem impulsionar a demanda por biodiesel nos Estados Unidos no médio e longo prazo.
Trigo
Os preços futuros do trigo fecharam em alta na Bolsa de Chicago. O contrato com vencimento em maio avançou 0,33%, cotado a US$ 6,0700 por bushel.
Segundo a Granar, o movimento de alta foi influenciado pela possibilidade de redução da área semeada com trigo de primavera nos Estados Unidos e em outras regiões do Hemisfério Norte, em meio ao aumento dos custos de insumos e combustíveis, impactados pelas tensões no Oriente Médio.
A Agrinvest também aponta suporte técnico aos preços, além de previsões de chuvas menos intensas nas regiões produtoras dos Estados Unidos, fator que contribui para sustentar as cotações.


