Departamento dos EUA aponta sinais de mudança do La Niña

O fenômeno resulta em ⁠temperaturas mais frias da água, ⁠aumentando a chance de inundações e secas, ​o ‌que pode afetar as colheitas.

da Reuters
Compartilhar matéria

Há 60% de chance de uma mudança no fenômeno climático ​conhecido como La Niña para ​El Niño entre fevereiro e abril de 2026, com esse padrão, conhecido como ENSO neutro, provavelmente persistindo durante o verão do Hemisfério Norte, informou o Centro de Previsão Climática dos EUA nesta quinta-feira.

O La Niña faz parte do ciclo ⁠climático El Niño-Oscilação ​Sul, que afeta as temperaturas da água no ​centro e leste do Oceano Pacífico.

La Niña resulta em ⁠temperaturas mais frias da água, ⁠aumentando a chance de inundações e secas, ​o ‌que pode afetar as colheitas. Quando o ENSO está ⁠neutro, as temperaturas da água permanecem em torno do nível médio, levando a um clima mais estável e potencialmente melhores rendimentos ‌das ⁠colheitas.

"Há sinais ‌de que o La Niña está enfraquecendo, e as condições neutras do ENSO devem retornar nos próximos meses”, disse ⁠Jason Nicholls, principal meteorologista internacional ⁠da AccuWeather, acrescentando que uma transição para as condições do El Niño ‌pode começar no final da primavera no Hemisfério Norte.

"Condições de seca começaram a aparecer em partes do sudeste da Austrália e uma transição para o El Niño pode ‌levar ao agravamento das condições de seca e a problemas para a próxima safra”, acrescentou Nicholls.

"Com a transição ⁠para fora do La Niña, isso deve significar mais chuva na Argentina e menos chuva no centro-norte do Brasil. ​Além disso, é provável que haja menos chuva no sudeste ​da Ásia à medida que entramos no verão, se o La Niña enfraquecer", disse Donald Keeney, meteorologista agrícola da Vaisala Weather.