Colheita de soja no RS está atrás do ano passado e da média histórica
Boletim da Emater mostra que a área colhida na safra 2025/26 é inferior aos 2% registrados no mesmo período anterior

As áreas colhidas com soja no Rio Grande do Sul na safra 2025/26 não foram suficientes para resultar em uma expressão percentual de colheita no Estado, diferentemente do registrado no ano passado, quando 2% do total cultivado estava colhido nesta época, de acordo com boletim semanal da Emater nesta quinta-feira.
Segundo dados do órgão vinculado ao governo gaúcho, a colheita também está atrasada em relação à média histórica de 2% para esta época.
"A área em maturação totaliza 11%, e a colhida está restrita a lavouras pontuais, ainda sem expressão estatística", disse a Emater.
A colheita no Rio Grande do Sul, um dos maiores produtores de soja do Brasil, que colhe sua soja tardiamente, deve ajudar a definir os números finais da safra brasileira, os quais apresentaram algumas divergências entre consultorias na última semana.
"As precipitações ocorridas no período tiveram distribuição irregular e volumes heterogêneos, promovendo recuperação parcial das lavouras em restrição hídrica mais intensa, sobretudo nas regiões do Estado de maior área cultivada", disse a Emater no boletim semanal.
"Ainda assim, a reposição da umidade foi insuficiente em parcelas expressivas, especialmente em solos de menor profundidade (neossolos), onde persistem problemas no enchimento de grãos e redução do peso específico."
Já a colheita do milho no Estado, maior produtor do cereal na primeira safra, atingiu 64% da área cultivada, e 17% das lavouras se encontram em maturação.
"Os 19% remanescentes se distribuem entre desenvolvimento vegetativo e enchimento de grãos, estádios ainda dependentes de precipitações regulares...", disse a Emater.
Assim como na soja, o déficit hídrico ocorrido entre meados de janeiro e a primeira quinzena de fevereiro impactou, de forma diferenciada, as lavouras conforme a época de semeadura e a intensidade da estiagem.


