Excesso de oferta mantém pressão sobre preços dos ovos
O ritmo de escoamento da produção perdeu força e as negociações ficaram mais lentas

O aumento da oferta de ovos no mercado brasileiro tem mantido os preços sob pressão nas últimas semanas, em um movimento que começou ainda no fim de março e segue ao longo de abril.
De acordo com a Scot Consultoria, o ritmo de escoamento da produção perdeu força, deixando as negociações mais lentas. Esse cenário tem levado à acomodação das cotações, com quedas relevantes tanto no campo quanto no atacado.
Nas granjas de São Paulo, os preços recuaram 9,1% na semana, com a caixa de 30 dúzias sendo negociada, em média, a R$ 119,50. No atacado, a retração foi de 8,8%, levando o valor médio da caixa a R$ 124,00.
De acordo com a analista de mercado da Scot Consultoria, Juliana Pila, a expectativa para o curto prazo é de continuidade desse movimento de baixa, já que a oferta segue acima da demanda.
Levantamento do Cepea mostra que, além da queda nos preços dos ovos, houve piora no poder de compra dos avicultores paulistas em relação aos principais insumos da atividade, como milho e farelo de soja, na parcial de abril até o dia 22.
Apesar de os custos com alimentação também terem recuado no período, a desvalorização mais intensa dos ovos acabou pressionando a relação de troca. Segundo o Cepea, a combinação de maior oferta e demanda enfraquecida explica o atual cenário de preços.
Do lado da demanda, compradores têm atuado com cautela, realizando aquisições pontuais, geralmente para recomposição de estoques ou quando encontram preços mais baixos.
No radar do mercado estão fatores como o avanço da colheita da safra de verão, as condições climáticas para a segunda safra e a recente queda do dólar, que influenciam o comportamento dos agentes ao longo da cadeia.

