Exportações de insumos agrícolas registram recorde no primeiro trimestre
Com destaque para os embarques de sementes, setor apresentou o melhor resultado para o período

As exportações brasileiras de insumos agrícolas, que incluem defensivos químicos, bioinsumos e sementes, somaram US$ 188 milhões no primeiro trimestre de 2026, segundo dados da CropLife Brasil. Em volume, cerca de 30,9 mil toneladas de produtos foram embarcadas, um recorde para o período.
A receita total apresentou um crescimento de 8,7% em relação ao mesmo período do ano passado e reflete o avanço da inserção internacional do setor. Maior destaque dos embarques, as sementes agrícolas atingiram US$ 63 milhões, um terço do total das vendas externas e o melhor resultado para os três primeiros meses do ano. O destaque reforça a trajetória observada nos últimos cinco anos.
Renato Gomides, gerente-executivo da CropLife Brasil, destacou a trajetória do setor. "O Brasil consolidou sua posição como exportador de insumos agrícolas e os números do primeiro trimestre de 2026 comprovam que o setor está em plena expansão, com recordes históricos e uma novidade importante, a diversificação. O portfólio exportador de sementes cresceu e se renovou. Culturas que antes mal figuravam nas estatísticas, hoje chegam a novos mercados em quatro continentes”, disse.
Para Gomides, a abertura e ampliação de novos mercados contribuiu para o desempenho dos setores. Do valor total exportado de insumos, o segmento de defensivos químicos representou US$ 105 milhões, enquanto os bioinsumos são US$ 21 milhões.
Comércio Exterior
Em 2022, as exportações de sementes estavam concentradas em forrageiras, milho e hortaliças, que representavam 92% do total das vendas. Em 2026, essas culturas ainda lideram, mas com participação reduzida para 82%, o que abre espaço para novos produtos.
No primeiro trimestre, por exemplo, o Brasil exportou sementes de nabo para o Uruguai, rícino para Congo e Quênia, sorgo para a Bolívia e melão para os Estados Unidos. Os movimentos já representam 14% das vendas externas do segmento.
As importações de defensivos químicos somaram US$ 2,3 bilhões, uma queda de 11% em relação ao primeiro trimestre de 2025. A retração foi observada em todos os segmentos como produtos formulados, técnicos e matérias-primas, acompanhada por uma redução de 8% no volume importado. Esse movimento, já notado anteriormente, reflete, entre outros fatores, a maior participação de produtos genéricos nas compras externas, contribuindo para a queda dos preços médios.
Registros de produtos
O segmento de defensivos químicos contabilizou 186 produtos com registros ativos. Desse montante, 107 são produtos formulados e 79 produtos técnicos. Já entre os 19 registros ativos biológicos, o detalhamento apresenta 12 novos produtos de agente microbiológicos, 4 de agentes macrobiológicos e 3 de bioquímicos. Os dados da CropLife Brasil utilizam informações oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária.
Bioinsumos
O mercado de bioinsumos, que atingiu desempenho inédito em 2025, manteve trajetória de crescimento. Em janeiro de 2026, o setor movimentou R$ 445 milhões, alta de 3% na comparação anual. A área tratada também se destacou, com 12 milhões de hectares no mês, com avanço de 18% em relação ao mesmo período do ano passado.


