Exportações e alta do petróleo impulsionam cotações da soja em Chicago

Mercado monitora safra dos Estados Unidos, exportações e possível retomada das compras pela China

Andressa Simão, da CNN Brasil, São Paulo
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As cotações futuras da soja fecharam com avanço na sessão desta segunda-feira (06) na Bolsa de Chicago. O contrato para entrega em maio encerrou com leve ganho de 0,28%, cotado a US$ 11,6675 por bushel.

De acordo com as informações da Granar, os preços da soja registram leve alta, acompanhando a valorização do petróleo, que já acumula ganhos superiores a 40% no ano. Esse movimento é sustentado pelas perspectivas positivas de demanda da indústria de biocombustíveis, agora reforçadas pela disparada recente do petróleo diante da guerra no Oriente Médio.

"Preços elevados da energia tendem a estimular o consumo de óleo de soja, matéria-prima essencial para a produção de biodiesel, sustentando indiretamente as cotações do grão", informou a Granar.

De acordo com o relatório semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os embarques de soja somaram 779 mil toneladas na semana encerrada em 2 de abril, superando as expectativas do mercado, que variavam entre 400 mil e 750 mil toneladas.

Além disso, o mercado segue atento às possíveis negociações comerciais entre Estados Unidos e China, com investidores monitorando sinais de aumento da demanda chinesa, principal importadora global de soja.

O mercado também acompanha as condições climáticas nas falta principais regiões agrícolas dos Estados Unidos. O plantio da nova safra deve começar nos próximos dias e, segundo projeção do USDA divulgado em 31 de março, a área semeada deve ficar ligeiramente abaixo das expectativas indicadas pela própria agência em fevereiro.

Milho

O contrato futuro do milho para maio encerrou a sessão com avanço de 0,39% na Bolsa de Chicago, cotado a US$ 4,5400 por bushel.

A Granar apontou que os preços futuros do cereal seguem apoiado por um bom desempenho dos embarques dos Estados Unidos, o que ajuda a compensar o impacto negativo da recente colheita recorde.

O relatório semanal de inspeções de embarques trouxe suporte aos preços. O USDA informou que foram exportadas 2.002.151 toneladas de milho, acima das 1.879.892 toneladas da semana anterior e também acima da faixa estimada pelos operadores, entre 1,30 e 1,85 milhão de toneladas.

Trigo

Os preços futuros do trigo encerraram a sessão na Bolsa de Chicago com leve queda. O contrato para maio recuou 0,50%, cotado a US$ 5,9525 por bushel.

A Granar destacou que as cotações recuam diante da realização de lucros por parte dos investidores, em um cenário de maior sensibilidade às oscilações geopolíticas.

Outro fator de pressão vem das previsões climáticas, que indicam chuvas acima da média nos próximos dias nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos, tanto para o trigo de inverno quanto para o de primavera, favorecendo a tendência de baixa.