Alckmin reforça importância da produção nacional de fertilizantes
Reativação de plantas em Mato Grosso do Sul e Bahia visa reduzir a dependência de insumos importados

A retomada da produção nacional de fertilizantes é estratégica para reduzir a dependência brasileira de insumos importados. A afirmação foi feita pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, durante o 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).
O vice-presidente também abordou a reforma tributária. Alckmin afirmou que a unificação de cinco tributos — PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS — deverá contribuir para a desoneração da cesta básica, dos investimentos e das exportações.
De acordo com estudos citados por Alckmin, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a reforma poderá elevar, em um horizonte de 15 anos, o Produto Interno Bruto (PIB) em 12%, os investimentos em 14% e as exportações em 17%.
Ao tratar da tarifas impostas pelos EUA sobre o Brasil, o vice-presidente defendeu a continuidade das negociações sobre os dois países. O vice-presidente afirmou que o Brasil aplica uma tarifa média de 3,1% sobre produtos americanos, enquanto cerca de 70% dos itens mais exportados pelos EUA para o Brasil já entram no país com isenção.
Alckmin deixou o congresso sem falar com a imprensa. Já o ministro André de Paula conversou rapidamente com jornalistas e destacou as ações preventivas que estão sendo preparadas pelo governo diante dos riscos climáticos para os próximos meses.
Medidas contra impactos do El Niño
O ministro afirmou que um grupo de trabalho multissetorial criado pelo governo deve apresentar ainda nesta semana um conjunto de propostas para antecipar cenários e reduzir os impactos de eventos climáticos extremos sobre a agropecuária.
Segundo André de Paula, as medidas terão foco especial nos possíveis efeitos do fenômeno El Niño e deverão contemplar ações de curto, médio e longo prazo, independentemente da intensidade do evento climático.
“Ainda esta semana o grupo de trabalho vai nos apresentar um conjunto de propostas, e ainda vão ter a oportunidade de internalizar essas ações”, afirmou o ministro.
O governo também articula medidas financeiras e técnicas para dar suporte aos produtores eventualmente afetados por eventos climáticos. Secretarias especializadas do Ministério da Agricultura e órgãos de pesquisa deverão atuar na avaliação dos riscos relacionados tanto ao excesso quanto à escassez de água.
A estratégia busca antecipar os impactos sobre diferentes segmentos da produção agropecuária, incluindo a agricultura familiar e a empresarial, e permitir que medidas de prevenção e resposta sejam adotadas antes do agravamento dos efeitos climáticos.


