Locação e seminovos podem crescer no mercado de máquinas
Estratégia de empresa de máquinas agrícolas oferece flexibilidade e opções a produtores com dificuldades de crédito

Enquanto muitas empresas de máquinas agrícolas enfrentam demanda mais moderada diante de juros elevados, a Armac aposta na locação de equipamentos e na venda de seminovos como alternativas para atender produtores com menor disponibilidade de capital.
A estratégia inclui a abertura de 12 novas lojas ainda em 2026, em regiões relevantes para o setor, como Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Lucas do Rio Verde e Rio Verde, informou a empresa em coletiva na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).
A Armac encerrou 2025 com faturamento de R$ 2 bilhões e uma frota de 12 mil máquinas, entre linha amarela e agro, e investiu R$ 800 milhões em ativos no período. Apenas no primeiro trimestre de 2026, foram adquiridas mais de mil máquinas.
No agronegócio, o crescimento da empresa no segmento de locação foi de 28% em 2025. Segundo Mairon Karr, gerente de Negócios de Agronegócios, o desempenho está ligado à maior presença regional e à participação em feiras do setor, além da oferta de equipamentos com alta disponibilidade.
“Conversa muito com o cenário atual. Estamos vendo dificuldades no agronegócio, muitas recuperações judiciais acontecendo, preços de commodities que já foram muito melhores. Acreditamos que há muito espaço para que a locação cresça no Brasil, e com o agro não seria diferente”, afirma.
O modelo da empresa consiste na compra de máquinas, locação por um período e posterior revenda como seminovas. A proposta é reduzir a necessidade de investimento direto por parte do produtor, além de transferir custos de manutenção.
“Damos a possibilidade de pararem de mobilizar mais capital em equipamento e reduzir custos operacionais, deixando que a empresa compre o equipamento, faça as manutenções e revenda no final do ciclo”, diz Karr.
A venda de seminovos, iniciada há pouco mais de um ano, também tem ganhado espaço. Segundo o executivo, há tanto produtores que migram para a locação quanto aqueles que ainda preferem adquirir máquinas, mas optam por equipamentos com dois ou três anos de uso. Não precisa ser o lançamento, precisa atender às necessidades do produtor, diz.
Como alternativa diante da restrição de crédito, a empresa também oferece condições de pagamento alinhadas ao ciclo agrícola, como prazos pós-safra da cana-de-açúcar, além de opções de financiamento em parceria com o Bradesco.


