Plano Safra da Agricultura Familiar tem R$ 44 bilhões equalizados

Ministra afirmou que o desenho do plano foi feito dentro dos limites orçamentários, e “não solicitamos nenhum tipo de suplementação”

Gabriella Weiss, da CNN Brasil, São Paulo
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Dos R$ 97,3 bilhões anunciados no Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/27, R$ 44,4 bilhões são equalizados, o equivalente a 52% do total, informou nesta quarta-feira (1) a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiavelli, em coletiva de imprensa. Os recursos são provenientes do Tesouro Nacional, e o restante são de recursos controlados de fundos constitucionais e depósitos à vista.

O plano reúne crédito rural, seguro agrícola, compras públicas e ações de assistência técnica e extensão rural voltadas à agricultura familiar. 

Do total anunciado, R$ 85,2 bilhões serão destinados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), principal linha de financiamento do setor. Segundo o governo, o volume representa um aumento de quase 9% em relação ao plano anterior. 

Dentro desse montante, cerca de R$ 30 bilhões serão destinados ao custeio da produção e aproximadamente R$ 45 bilhões a investimentos.

Durante a coletiva, a ministra afirmou que o desenho do plano foi feito dentro dos limites orçamentários, e “não solicitamos nenhum tipo de suplementação”. Segundo ela, o esforço fiscal do governo é concentrado sobretudo na agricultura familiar, em especial no Pronaf, e esse esforço é superior ao volume de recursos diretamente orçados no Plano Safra, uma vez que "boa parte é taxa livre, não tem esforço nenhum do governo federal para essa parte”.

Machiavelli destacou a redução das taxas de juros e, segundo ela, “conseguimos baixar porque a taxa Selic está melhor do que no ano passado, então conseguimos baixar sem esforço fiscal extra”, disse.

Inadimplência

No eixo de endividamento, o governo informou a ampliação dos limites de crédito em um contexto de renegociação de dívidas. Segundo os dados apresentados, 530 mil produtores que estavam inadimplentes foram reincluídos após regularização. Desse total, cerca de 70% das dívidas tinham valor inferior a R$ 10 mil.

As medidas integram o programa Desenrola Rural, iniciado em 2025 e com continuidade até dezembro de 2026, voltado à renegociação de débitos de agricultores familiares.

Sobre a inadimplência, a ministra afirmou que os índices se mantêm abaixo de 2% no segmento da agricultura familiar e destacou a importância do histórico de pagamento para acesso ao crédito rural.