Portfólio de terras da SLC Agrícola vale R$ 13,5 bilhões
Valor médio por hectare agricultável atinge R$ 59,53 mil com alta de 1% no período
O portfólio de terras da SLC Agrícola vale R$ 13,5 bilhões, segundo atualização divulgada nesta segunda-feira (15) pela companhia, com base em avaliação da Deloitte. Esse valor soma as terras agricultáveis da SLC e as vinculadas aos acordos de associação com Fundos de Investimento em Participações (FIPs), administrados pelo BTG Pactual.
Esse resultado representa uma evolução de 1,0% no valor médio do hectare agricultável, que atingiu R$ 59,53 mil.
De acordo com o fato relevante, as avaliações consideram apenas a terra nua, não contemplam, portanto, prédios, instalações, benfeitorias e maquinário.
Com a nova avaliação, o valor líquido dos ativos (Net Asset Value, NAV) da SLC subiu 0,6% em relação ao divulgado em 31 de março de 2026.
A taxa de crescimento anual composta desde o IPO, em 2007, é de 12,7%.
Posição de hedge
Em outro comunicado divulgado nesta manhã, a companhia também informou sua posição de hedge cambial da soja para o ano agrícola 2025/26 em 77,8%, enquanto para 2026/27 apresenta uma redução para 3,5%.
O valor do dólar para efeito de hedge foi estabelecido em R$ 5,6701 para 2025/26 e R$ 5,4762 para 2026/27. Além disso, a posição de hedge em commodities para a soja mostra que 76,3% está comprometida para 2025/26 e 19,4% para 2026/27.
Em relação ao algodão, a SLC Agrícola informou que a posição de hedge cambial para o ano agrícola 2025/26 é de 78,9% e, para 2026/27, apenas 0,4%. O hedge de commodities para o algodão está em 89,8% para 2025/26 e 43,5% para 2026/27. Os preços médios estabelecidos são de R$ 5,9898 e R$ 5,9029 respectivamente.
Para o milho, a empresa não possui hedge cambial formalizado para os anos agrícolas 2025/26 e 2026/27, enquanto a posição de hedge para commodities está em 17,4% para 2025/26. O preço estabelecido para a saca do milho é de R$ 58,53.
Irrigação
No que diz respeito ao projeto de irrigação, a SLC Agrícola destacou que esta iniciativa busca mitigar riscos climáticos e maximizar o uso da terra, permitindo a produção em segunda safra. O projeto deve resultar em maior produtividade e estabilidade na produção.
A Fazenda Pamplona, em Goiás, terá quase 4 mil hectares irrigados, representando um aumento de 127,1% em relação ao atual. A Fazenda Piratini, na Bahia, terá 13,2 mil hectares, com uma melhora de 91,3%. A Fazenda Paysandu, também na Bahia, terá um total de 18 mil hectares irrigados, com um aumento de 147,9%, enquanto a Fazenda Palmares deverá alcançar 4,6 mil hectares irrigados, o que representa um crescimento de 199,7%. A Fazenda Paladino, ainda em fase de implementação, terá 15 mil hectares irrigados.


