Preço do cacau sobe 2,55% em NY com restrições na oferta global
Preços da commodity são impulsionados por receios com a oferta global e gargalos logísticos no Estreito de Ormuz

Os contratos futuros de cacau encerraram a sessão desta terça-feira (28) com alta de 2,55% na Bolsa de Nova York. O vencimento para entrega em julho foi cotado a US$ 3.380 por tonelada.
A valorização foi impulsionada por preocupações crescentes com a oferta global do produto. O Barchart destacou que o prolongado fechamento do Estreito de Ormuz tem afetado as cadeias logísticas internacionais, pressionando o abastecimento.
O bloqueio também impacta o mercado ao restringir o fluxo de fertilizantes, elevar os custos de frete marítimo e encarecer seguros e combustíveis. Esse cenário aumenta os custos operacionais para importadores de cacau e sustenta a alta dos preços no mercado internacional.
Café
Os contratos futuros de café arábica encerraram a sessão com leve alta na Bolsa de Nova York. O vencimento para julho avançou 0,76%, sendo cotado a US$ 2,907 por libra-peso.
A valorização foi sustentada pela percepção de oferta mais restrita, após a queda dos estoques certificados de café arábica da ICE, que recuaram para 494.508 sacas, o menor nível em dois meses.
No cenário internacional, preocupações com uma eventual escalada de tensões entre EUA e Irã e o possível fechamento do Estreito de Ormuz seguem no radar, o que poderia afetar o fluxo global de commodities. O Barchart apontou que esse risco tende a pressionar custos logísticos, com alta de fretes marítimos, seguros, combustíveis e fertilizantes, elevando despesas para importadores e torrefadores.
Além disso, a redução das exportações brasileiras também contribui para o suporte dos preços. Segundo dados recentes do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), o Brasil registrou queda de 10% nas exportações de café verde arábica em relação ao ano anterior, somando 2,65 milhões de sacas. Já a SECEX (Secretaria de Comércio Exterior), as exportações recuaram 31% no comparativo anual, totalizando 151 mil toneladas até o dia 7 de abril.
Açúcar
Os contratos futuros de açúcar encerraram a sessão desta terça-feira com leve alta na Bolsa de Nova York. O vencimento para julho avançou 0,26%, sendo cotado a US$ 14,23 por libra-peso.
O movimento de valorização levou o açúcar a atingir o maior patamar em duas semanas. O suporte aos preços veio principalmente da alta da gasolina, que alcançou o nível mais elevado em três anos.
Esse cenário fortalece o mercado de etanol, o que pode levar usinas globais a redirecionarem parte da cana-de-açúcar da produção de açúcar para o biocombustível. A possível mudança na alocação da matéria-prima tende a reduzir a oferta global de açúcar, sustentando as cotações no mercado internacional.
Algodão
Os contratos futuros de algodão encerraram a sessão desta terça-feira com leve alta de 0,11% na Bolsa de Nova York. O vencimento para julho foi cotado a US$ 79,67 por libra-peso.
O mercado reagiu aos dados mais recentes progresso da safra, que indicaram avanço do plantio da safra norte-americana. Até 26 de abril, 16% da área havia sido semeada, acima da média de 5 anos, de 13%.
Entre os principais estados produtores, a maioria acompanha o ritmo ou supera ligeiramente a média histórica. O Texas, maior produtor, registrou 20% do plantio concluído, acima da média de 19%.
Alguns estados seguem em atraso em relação ao padrão habitual, como Geórgia (-1%), Louisiana (-2%), Carolina do Sul (-3%) e Virgínia (-13%), refletindo variações regionais nas condições de campo.
Suco de laranja
Os vencimentos futuros do suco de laranja encerraram com ganhos na Bolsa de Nova York. O contrato julho fechou cotado a US$ 1.735,00 por tonelada e registrou ganho de 6,12%.


