Preços do cacau caem em Nova York com reabertura do Estreito de Ormuz
A normalização do fluxo de navegação tende a aliviar os riscos logísticos

A maioria das commodities fechou em queda na Bolsa de Nova York nesta sexta-feira (17), pressionada pela reabertura do Estreito de Ormuz, que reduziu as preocupações com a oferta global. No caso do cacau, a normalização do fluxo de navegação tende a aliviar os riscos logísticos e impactar negativamente os preços.
O vencimento para entrega em julho ficou cotado em US$ 3.280 por tonelada e teve uma desvalorização de 5,09% na Bolsa de Nova York.
Os preços do cacau fecharam em forte queda na sexta-feira, pelo segundo dia consecutivo, devido a sinais de fraca demanda global. A Associação Nacional de Confeiteiros (NCA) informou que a moagem de cacau na América do Norte no primeiro trimestre caiu 3,8% em relação ao ano anterior, para 106.087 mil toneladas.
A Associação Europeia de Cacau (ECA) informou na quinta-feira que a moagem de cacau na Europa no primeiro trimestre caiu 7,8% em relação ao ano anterior, para 325.895 mil toneladas, uma queda maior do que a esperada de -6% em relação ao ano anterior e a menor para um primeiro trimestre em 17 anos.
Por outro lado, a Associação de Cacau da Ásia (CAA) informou que a moagem de cacau na Ásia no primeiro trimestre subiu inesperadamente 5,2% em relação ao ano anterior, para 223.503 mil toneladas, um resultado melhor do que a expectativa de queda de 6,7% em relação ao ano anterior.
A reabertura do Estreito de Ormuz na sexta-feira também é negativa para os preços do cacau, já que o retorno ao fluxo normal de navegação deve aliviar as preocupações com a oferta global de cacau.
Açúcar
Na Bolsa de Nova York, o vencimento para entrega em julho registrou queda de 2,32% e precificado em US$ 13,48 por libra-peso.
Segundo as informações do Barchart, os preços do açúcar recuaram nesta sessão com o açúcar caindo para a mínima em cinco anos. A queda do preço do petróleo bruto nesta sexta-feira afetou negativamente os preços do açúcar.
"A queda nos preços do petróleo bruto reduziu os preços do etanol e pode levar as usinas de açúcar globais a direcionar mais moagem de cana para a produção de açúcar, aumentando assim a oferta", informou o Barchart.
O mercado também ficou pressionado depois que o Irã anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz, o que deve restabelecer o fluxo normal de navegação e aliviar as preocupações com o abastecimento global de açúcar.
Algodão
Os contratos futuros do algodão encerraram a sessão na Bolsa de Nova York em alta de 2,16%, com o vencimento julho cotado a US$ 79,82 por libra-peso.
Apesar do avanço, o petróleo bruto recuou após o Irã sinalizar a abertura do Estreito de Ormuz nesta manhã. Mesmo com a queda pontual do petróleo, o nível elevado da commodity tem pressionado os custos do poliéster, substituto do algodão, o que dá sustentação adicional aos preços da fibra.
O mercado registrou forte apetite comprador nos derivativos, com 73.132 opções de compra negociadas nas últimas duas sessões, indicando posicionamento mais agressivo na alta. Por outro lado, a liquidação de posições compradas por especuladores adiciona incerteza ao mercado, mesmo diante da valorização recente.
No campo, a seca persistente entre o Texas e a Carolina do Norte aumenta o risco para as lavouras e reforça as preocupações com a oferta global. A área plantada nos Estados Unidos deve se manter estável, mas o clima adverso pode comprometer a produção efetiva.
Café
Os vencimentos futuros do café arábica também finalizaram a sessão com baixas na bolsa de Nova York, em que o vencimento para julho registrou desvalorização de 2,12% e está precificado em US$ 2,842 por libra-peso.
De acordo com as informações do Barchart, os preços do café fecharam em forte queda nesta sessão, com o arábica atingindo a mínima em uma semana. A queda nos preços ocorreu após o Irã anunciar a reabertura do Estreito de Ormuz, o que deve restabelecer o fluxo normal de navegação e aliviar as preocupações com o abastecimento global de café.
Suco de laranja
O contrato futuro para entrega para julho do suco de laranja fechou o dia na bolsa de Nova York cotado a US$ 1.880,50 por tonelada e ganho de 5,62%.


