Preço futuro do açúcar recua 3,64% na bolsa de Nova York
A recente queda nos preços do etanol já começa a influenciar a estratégia das usinas brasileiras

O avanço nos preços da gasolina seguem impactando as cotações futuras do açúcar na Bolsa de Nova York. Na sessão desta quarta-feira (06), o contrato para entrega em julho registrou queda de 3,64% e fechou precificado em US$ 14,81 por libra-peso.
De acordo com o estudo da Covrig Analytics, a recente queda nos preços do etanol já começa a influenciar a estratégia das usinas brasileiras, que passam a direcionar mais cana-de-açúcar para a produção de açúcar. Isso ocorre porque, no cenário atual, o açúcar apresenta uma rentabilidade entre 0,7 e 1 centavo de dólar por quilo superior à do etanol.
Na última terça-feira, os preços do açúcar avançaram e atingiram o maior nível em cinco semanas, impulsionados por preocupações com uma possível redução na oferta global.
Já na sexta-feira anterior, a Green Pool Commodity Specialists revisou para baixo seu balanço global para a safra 2026/27, ampliando a projeção de déficit de 1,66 milhão para 4,30 milhões de toneladas, diante da expectativa de maior destinação de cana para a produção de etanol em vez de açúcar.
Café
Os contratos futuros do café arábica encerraram a sessão em forte queda na Bolsa de Nova York, com recuo de 2,04%. O vencimento para julho fechou cotado a US$ 2,838 por libra-peso.
Na quarta-feira, os preços do café apresentaram comportamento misto ao longo da sessão. O Barchart pontuou que o mercado foi pressionado pelo aumento do otimismo em relação a uma possível redução das tensões entre Estados Unidos e Irã, o que poderia levar à reabertura do Estreito de Ormuz e melhorar a logística global.
Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar, que atingiu o maior patamar em cerca de dois anos, ofereceu sustentação às cotações. Um real mais forte tende a desestimular as exportações brasileiras, o que reduz a oferta no mercado internacional.
Ainda assim, o cenário de uma safra maior no Brasil limita ganhos. Segundo a Academia de Comércio de Café, a produção brasileira em 2026/27 deve crescer 12% na comparação anual, alcançando 71,4 milhões de sacas.
Cacau
Os contratos futuros do cacau encerraram a sessão em alta firme, com valorização de 1,50% na Bolsa de Nova York. O contrato com entrega em julho foi negociado a US$ 4.135 por tonelada.
De acordo com a Barchart, o movimento positivo ganhou força ao longo da semana e se intensificou na quarta-feira, levando o cacau em Nova York ao maior nível em cerca de dois meses e meio.
As informações internacionais apontam que a sustentação das cotações vem de levantamentos preliminares para a safra 2026/27 na África Ocidental, que indicam formação de abaixo da média. O cenário aponta para uma perspectiva mais fraca para a principal colheita, com início previsto para outubro.
Algodão
No fechamento da sessão, o contrato futuro de algodão com entrega em julho recuou 0,88%, encerrando cotado a US$ 81,71 por libra-peso.
Segundo a Barchart, os contratos futuros da fibra operaram em queda nesta quarta-feira, com perdas nos vencimentos mais próximos.
"O movimento ocorre em meio à expectativa de um possível entendimento entre Estados Unidos e Irã, que poderia garantir a passagem segura pelo Estreito de Ormuz e abrir caminho para o fim do conflito", destacou o Barchart.
Suco de laranja
O vencimento do suco de laranja encerrou com leve queda de 1,23% no fechamento desta sessão na Bolsa de Nova York. O contrato julho fechou cotado a US$ 1.799,50 por tonelada.


