Preços do açúcar devem subir até o final de 2026 com previsão de déficit

Nigel Hunt, da Reuters, Londres
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Os contratos futuros de açúcar bruto na ICE ​devem encerrar o ano cerca ​de 10% acima dos níveis atuais, à medida que o mercado global se torna deficitário, segundo uma pesquisa da Reuters com dez operadores e analistas.

De acordo com a previsão mediana da pesquisa, o adoçante deve encerrar o ano a 15,00 centavos de ⁠dólar por libra-peso, acima ​do fechamento de quinta-feira, de 13,72 centavos, embora ​ainda marginalmente abaixo de seu nível de 15,01 centavos no ⁠final de 2025.

Até agora, o ⁠mercado tem sido afetado por um superávit global ​na ‌atual temporada 2025/26, que, segundo a pesquisa, totalizaria 1,39 milhão ⁠de toneladas métricas.

Uma mudança para um déficit de 1,50 milhão de toneladas foi prevista para a próxima temporada 2026/27.

Os participantes da pesquisa ‌esperam ⁠que o ‌centro-sul do Brasil produza 40,38 milhões de toneladas em 2026/27, pouco diferente da temporada anterior.

Eles observaram que a safra de cana-de-açúcar ⁠do centro-sul deve aumentar para ⁠625 milhões de toneladas, acima dos cerca de 610 milhões previstos na atual ‌temporada, mas uma proporção menor de 48,8% será usada para produzir o adoçante, abaixo dos cerca de 50,7% dessa temporada.

"Uma mudança maior do que a prevista para o etanol no ‌centro-sul do Brasil elevará os preços", disse um participante.

A mediana das previsões para a próxima safra de açúcar na ⁠Índia, o segundo maior produtor mundial, ficou em 29,9 milhões de toneladas, um pouco acima das 29,5 milhões de toneladas em ​2025/26.

Os preços do açúcar branco foram previstos para encerrar o ​ano em US$462,50 por tonelada métrica, um aumento de 13,8% em relação ao fechamento de quinta-feira e no caminho certo para um ganho anual de 8,2%.