Presidente da CNA diz que fim da escala 6x1 não pode ser "imposição"

João Martins avalia que há um "desemprego mascarado" no país por expansão de programas sociais

Daniel Rittner, da CNN Brasil, em Brasília
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O presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), João Martins, disse  nesta quarta-feira (11) que é contra a "imposição" do fim da escala 6x1 e da redução da jornada de trabalho por meio de nova lei ou emenda constitucional.

Em entrevista ao CNN Money, Martins afirmou que "a própria agropecuária vai buscar uma acomodação e se adequar à realidade" de maior automação, uso de inteligência artificial e jornadas laborais diferenciadas mediante negociações.

"O que não pode é ser imposto assim e dizer que, de hoje em diante, precisa ser de tal maneira", observou o dirigente da entidade patronal.

"Nós temos diversas atividades agropecuárias em que não cabe esse tipo de imposição, mas temos outras em que cabe, porque você pode fazer rodízio".

Para o presidente da CNA, apesar de indicadores econômicos apontarem um mercado de trabalho aquecido e com níveis de desocupação historicamente baixos, existe um "desemprego mascarado" no país por causa da expansão de programas sociais.

"Você vê a quantidade de pessoas desempregadas, que segundo o governo é uma coisa próxima a 6%, na verdade eu acredito que não é isso. Se levar em consideração o Bolsa Família, é uma maneira de tirar esse pessoal da classificação de desempregado, mas na verdade é um desemprego mascarado", concluiu Martins.