Produtores de carne dos EUA pedem discussão em cúpula com a China

Setor, que exportou US$ 1,7 bilhão em 2022, busca renovar licenças após mais de 400 frigoríficos ficarem impedidos de vender ao país asiático

Reuters, Washington (EUA)
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Os produtores de carne bovina dos EUA esperam um acordo comercial durante a próxima cúpula de líderes que possa renovar as licenças de exportação para a China, onde estão praticamente impedidos de exportar desde que Pequim permitiu que os registros expirassem no ano passado.

Vítimas da guerra comercial entre Pequim e Washington, as exportações de carne bovina dos EUA para a China atingiram o pico de US$ 1,7 bilhão em 2022.

Mais de 400 frigoríficos americanos perderam a elegibilidade para exportar no último ano, à medida que as permissões concedidas por Pequim entre março de 2020 e abril de 2021 expiraram, de acordo com dados da alfândega chinesa, representando cerca de 65% dos frigoríficos anteriormente registrados. O acesso de outros três deve expirar em junho, informou a Federação de Exportadores de Carne dos EUA.

A China não explicou por que permitiu que os registros expirassem, em violação ao acordo comercial de Fase Um assinado com Washington em 2020, disse Joe Schuele, porta-voz da associação comercial.

Produtores e processadores esperam que a cúpula de 14 e 15 de maio entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, ofereça a oportunidade para a renovação de licenças.

Nas últimas semanas, funcionários da Casa Branca garantiram à Associação de Pecuaristas dos Estados Unidos (United States Cattlemen's Association), que representa os produtores, que o assunto será discutido na cúpula, afirmou Justin Tupper, presidente da associação.

"Pedimos que garantissem que o assunto faria parte da discussão, e a resposta foi: sim", disse Tupper, produtor de gado da Dakota do Sul. "Estamos pressionando para que seja um ponto central da discussão."

A Casa Branca encaminhou as perguntas ao Departamento de Agricultura, que não respondeu ao pedido de comentário.

O Ministério do Comércio e a Administração Geral de Alfândegas da China também não responderam aos pedidos de comentário.