Saldo de empregos no agro atinge 12,5 mil vagas em agosto, aponta MTE

Novos postos foram concentrados no setor de cultivo de laranja (saldo positivo de 3,6 mil), seguido por serviços no campo (saldo positivo de 2,5 mil); no mês, geração de empregos no país foi de 58,5 mil postos, pior resultado de 2026

Arthur Bambini, da CNN Brasil*, Brasília
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O setor da agropecuária teve um saldo positivo de 12,5 mil novos postos de trabalho em agosto, uma alta marginal de 0,7% ante o mesmo mês de 2025, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) nesta sexta-feira (28). 

Ao todo, o saldo de empregos do Brasil no mês foi de 58,5 mil, o pior resultado para um mês em 2026. O agro foi o terceiro setor que mais contribuiu, atrás apenas de serviços (24 mil postos) e construção (12,6 mil postos). 

Segundo o MTE, a geração de empregos no campo foi concentrada em três setores: cultivo de laranja (saldo de 3,6 mil postos); serviços de preparação de terreno, cultivo e colheita (saldo de 2,56 mil postos) e atividades de apoio à agricultura (saldo de 2,2 mil postos). 

Vinculado na categoria “indústria”, o setor de fabricação de produtos alimentícios teve um saldo positivo de 6,9 mil postos, puxado por dois mil postos criados no setor de abate e fabricação de produtos de carne. 

Acumulado de 2026

Nos primeiros oito meses do ano, o setor soma, entre contratações e desligamentos, 54,1 mil empregos gerados, alta de 2,99% frente ao mesmo período de 2025. O agro foi o quarto setor que mais contribuiu, à frente apenas de comércio, o único que teve saldo negativo no período. 

Dados do MTE mostram que as áreas que mais contribuiram para a geração de empregos no agro foram: 

  • Cultivo de café (22 mil) 
  • Atividade de apoio à agricultura (14 mil) 
  • Cultivo de maçã (2,3 mil) 

No acumulado do ano, o ramo de fabricação de produtos alimentícios, que compõe os dados da “indústria”, somou um saldo de 28,5 mil postos.