Segregar farelo de soja para atender norma da UE vai encarecer produto

da Reuters
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As empresas de ​soja que atuam ​no Brasil estão se esforçando para cumprir a lei antidesmatamento da União Europeia, que deve entrar em vigor ao final do ano para ⁠grandes companhias, ​mas segregar o farelo de ​soja como alternativa para atender ⁠a norma vai elevar ⁠custos e encarecer o ​produto, ‌disse nesta quarta-feira o diretor ⁠de Economia e Assuntos Regulatórios da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos ‌Vegetais (Abiove), Daniel ⁠Furlan.

A UE ‌é uma das principais compradoras de farelo de soja do Brasil.

"Não ⁠faz sentido ⁠ver o continente europeu encarecendo alimentos e biocombustíveis ‌quando é um continente que depende de importações", afirmou ele.

As exigências da UE vão "contra toda uma ‌eficiência logística" na originação, enquanto o fornecimento atual já é feito ⁠com documentação suficiente para atender questões ambientais.

"Cria-se um processo extremamente complexo ​e que no fundo é desnecessário", ​disse ele, durante evento em São Paulo promovido pela Argus.