SLC Agrícola adota estratégia contra riscos climáticos e de custo

Empresa vai reduzir uso de fertilizantes e analisar lavouras fazenda por fazenda para a safra 2026/27, que começa em setembro

da Reuters
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A SLC Agrícola, uma das ​maiores produtoras de grãos ​e oleaginosas do Brasil, buscará mitigar riscos diante de cenário de El Niño e preços mais altos de fertilizantes para a safra 2026/27, disse o CEO da companhia, Aurélio Pavinato, nesta sexta-feira.

O ⁠plantio de soja ​2026/27 deve começar em meados de ​setembro.

"A estratégia é trabalhar cada fazenda, analisar ⁠cada cultura e tentar mitigar ⁠riscos, ajustar o pacote de fertilizantes ​buscando ‌economizar. E, se não chover, tem redução ⁠de custos", disse Pavinato, durante teleconferência para comentar os resultados.

Ele explicou que essa análise por fazenda ‌poderia reduzir ⁠custos com ‌fertilizantes, com menos aplicações do adubo, em áreas com riscos climáticos.

"Estamos analisando fazenda por fazenda ⁠para ter mitigação de ⁠riscos de produção."

O executivo lembrou que em anos de El ‌Niño normalmente chove mais no Sul e na Argentina, mas menos ao norte do Brasil, com eventuais impactos no Centro-Oeste, principal região ‌produtora de grãos do país.

"A próxima safra, de El Niño, a gente deve ter mais ⁠cautela, porque normalmente chove menos que o normal, vamos tomar medidas."

Sobre os fertilizantes, os preço ​estão mais altos, principalmente no caso dos nitrogenados ​por impacto da guerra no Irã, uma vez que a matéria-prima do insumo é o gás natural.

A empresa  registrou lucro líquido de R$ 236,1 milhões no primeiro trimestre de 2026, um recuo de 53,8% em relação aos R$ 510,7 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.

A variação sobre o resultado líquido é explicada pela redução do lucro bruto, sobretudo em soja e algodão (pluma e caroço), pela piora do resultado financeiro em função do maior endividamento e pelo aumento das despesas administrativas e de vendas.