Soja fecha em queda pela quinta sessão consecutiva em Chicago

Pressão de fundos, clima favorável nos EUA e incertezas sobre demanda chinesa mantêm mercado de grãos em baixa

Andressa Simão, da CNN Brasil, São Paulo
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Os contratos futuros de grãos encerraram a sessão desta quinta-feira (04) na Bolsa de Chicago em baixa. O vencimento para entrega em julho fechou cotado a US$ 11,2950 por bushel, com recuo de 2,12%.

Os preços da soja deram sequência ao movimento de queda e registraram o quinto pregão consecutivo de perdas em Chicago, pressionados pela continuidade da liquidação de contratos por fundos de investimento.

A Granar apontou que esse cenário de baixa também atingiu o óleo e o farelo de soja, e foi intensificado pelas condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento inicial da safra, no encerramento do período de plantio 2026/2027 no cinturão de soja e milho dos Estados Unidos.

No campo das informações de mercado, a ausência de confirmações sobre as supostas “compras milionárias da China”, mencionadas anteriormente pela Casa Branca após a viagem de Donald Trump ao país, voltou a gerar dúvidas entre agentes sobre a consistência dessas sinalizações oficiais.

O relatório semanal de exportações dos Estados Unidos, referente ao período de 22 a 28 de maio, trouxe leitura neutra a levemente negativa para o mercado. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou vendas de 276,9 mil toneladas de soja da safra 2025/2026, abaixo das 299,9 mil toneladas registradas na semana anterior, mas dentro da faixa estimada por analistas privados, entre 100 mil e 500 mil toneladas.

Segundo o USDA, as vendas recuaram 8% em relação à semana anterior, embora ainda estejam 24% acima da média das últimas quatro semanas. Para a safra 2026/2027, o volume projetado é de 243 mil toneladas.

Milho

O contrato futuro de milho para entrega em julho encerrou a sessão desta quinta-feira com desvalorização de 1,62% na Bolsa de Chicago, cotado a US$ 4,2450 por bushel.

O cereal também completou o quinto pregão consecutivo de queda em Chicago, acompanhando o movimento observado na soja. A Granar apontou que a pressão sobre os preços é atribuída, principalmente, às condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento inicial da safra 2026/2027 nos Estados Unidos.

No campo climático, as chuvas mais intensas se concentraram recentemente nas Grandes Planícies Centrais, região que concentra áreas com maior necessidade de umidade.

Já nesta sessão, os volumes de precipitação avançaram em direção a Iowa, principal estado produtor de milho norte-americano, contribuindo para o bom andamento das lavouras.

Trigo

Na Bolsa de Chicago, o contrato de trigo para entrega em julho fechou a sessão em queda de 0,94%, cotado a US$ 5,7975 por bushel.

A Granar apontou que o movimento foi novamente influenciado pela atuação de fundos de investimento, mas também reflete fatores fundamentais do mercado.

Entre eles, está o avanço da colheita de inverno nos Estados Unidos, o cancelamento de vendas da safra 2025/2026 e a proximidade do início da colheita em outras regiões do Hemisfério Norte. Esse cenário se soma às expectativas positivas para a produção de 2026/2027 na Rússia, o que reforça a perspectiva de maior oferta global e consolida o país como um dos principais fornecedores mundiais de trigo.