Soja recua em Chicago com expectativas sobre acordo entre China e EUA

Cotação para julho recua 0,28% influenciada por incertezas sobre compras da China

Kaique Cangirana, da CNN Brasil, São Paulo
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Na Bolsa de Chicago, nesta terça-feira (19), o contrato futuro de soja com entrega para julho finalizou o pregão cotado a U$ 12,095 por bushel, uma queda de 0,28%.

Segundo a consultoria Royal Rural, a soja é influenciada pela incerteza quanto ao aumento das compras chinesas nos Estados Unidos, conforme previsto pela Casa Branca, durante esta semana. A consultoria especializada indica que o aceno chines ao indicar novas compras da oleaginosa confere menos pressão tarifária para o país e garante prioridades em futuras negociações entre os países.

Em relação ao clima e às safras, as previsões para os próximos dias indicam uma possibilidade de chuvas entre normal e abaixo da média na principal região produtora de grãos dos EUA.

Em seu relatório semanal, o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) revelou que o progresso do plantio de soja nos EUA para a safra 2026/2027 está em 67% dos 34,28 milhões de hectares esperados, em comparação com os 49% na semana passada e 63% no mesmo período de 2025.

No Brasil, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) informou que a colheita de soja está 98,8% concluída na área adequada, em comparação com 98,3% na semana passada e 98,9% no mesmo período de 2025.

Milho

O contrato futuro do milho com vencimento em julho encerrou a sessão cotado a U$ 4,753 por bushel, um recuo de 0,36%.

Segundo o site especializado Granar SA, os preços do milho são influenciados por fatores como a falta de umidade nas Grandes Planícies Centrais, onde o Nebraska, terceiro estado com maior intenção de plantio, tem mais de 90% de seu território em condições de seca.

Por outro lado, a força dos preços do petróleo, que permanecem acima de US$ 100 por barril devido ao fechamento contínuo do Estreito de Ormuz, continua a alimentar as esperanças de aprovação do projeto de lei que permitiria a venda do combustível E-15, o que promove o consumo do grão com a maior produção de etanol de milho.

O USDA indicou que o progresso do plantio de milho nos EUA para 2026/2027 está em 76% dos 38,58 milhões de hectares esperados, em comparação com 57% na semana passada e 76% no mesmo período de 2025.

A primeira safra de milho do Brasil atingiu 75,3% da área cultivável, segundo a Conab, em comparação com 71,4% na semana passada e 82,3% no mesmo período de 2025.

Trigo

O contrato futuro do trigo para julho encerrou a sessão cotado a U$ 6,673 por bushel, um avanço de 0,41%.

A piora das condições das safras de inverno reforça as expectativas de uma colheita abaixo do esperado em 2026/2027 nos Estados Unidos, o que conduz os preços do trigo na bolsa americana. O USDA projetou, em seu último relatório mensal, o menor volume de produção desde a safra 1972/1973, a 42,49 milhões de toneladas.

A Conab informou que o plantio de trigo no Brasil atingiu 26,3% da área planejada, em comparação com 17,5% na semana passada e 25,2% no mesmo período de 2025.