Soja recua em Chicago com pressão do farelo e queda das exportações
Mesmo com suporte pontual do óleo e vendas reportadas pelo USDA, contratos recuam 0,51% e refletem dados fracos de embarques e perda de fôlego do complexo agrícola.

Os contratos futuros da soja encerraram a sessão desta segunda-feira (8) em queda na Bolsa de Chicago. O vencimento para julho recuou 0,51% e fechou cotado a US$ 11,15 por bushel.
Segundo a Agrinvest, o complexo soja operou de forma lateral ao longo do dia, após perdas relevantes nas sessões anteriores, em uma tentativa de estabilização das cotações.
No início do pregão, o mercado chegou a encontrar algum suporte no óleo de soja, influenciado pela alta do petróleo. No entanto, esse movimento foi limitado pela forte queda do farelo, que acabou pressionando o conjunto do complexo.
Durante a manhã, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou a venda de 264 mil toneladas de soja para destinos desconhecidos, o que não foi suficiente para sustentar os preços.
Além disso, os dados semanais de inspeções de exportação indicaram desempenho abaixo do registrado na semana anterior e também inferior ao mesmo período do ano passado, reforçando o viés negativo para o mercado.
Milho
Os contratos futuros do milho encerraram a sessão em alta na Bolsa de Chicago, após seis pregões consecutivos de queda.
O vencimento para julho avançou 0,30% e fechou cotado a US$ 4,18 por bushel.
Segundo análise da Granar, o mercado registrou um movimento de recuperação técnica, impulsionado por operações de hedge após o recente período de liquidação de contratos. A alta, no entanto, foi limitada pelas condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras no Meio-Oeste dos Estados Unidos.
As previsões indicam chuvas ao longo da semana em importantes regiões produtoras, incluindo o Meio-Oeste e partes das Grandes Planícies. O cenário é considerado positivo para o desenvolvimento da safra, que pode avançar em direção a uma produção superior a 400 milhões de toneladas.
Além do fator climático, o mercado também reagiu positivamente aos dados semanais de inspeções de embarques divulgados pelo USDA.
O órgão informou embarques de 1.911.112 toneladas, acima das 1.749.952 toneladas registradas na semana anterior e também acima das expectativas de analistas privados, que variavam entre 1,20 milhão e 1,90 milhão de toneladas.
Apesar da reação positiva no pregão, o mercado segue atento ao equilíbrio entre a melhora nas exportações norte-americanas e as condições climáticas favoráveis à produção global.
Trigo
Os contratos futuros do trigo finalizaram o dia em alta na Bolsa de Chicago, após um período recente de forte desvalorização nos mercados internacionais.
O vencimento para julho avançou 0,56% e fechou cotado a US$ 5,83 por bushel.
Segundo análise da Granar, os preços do trigo registraram recuperação parcial depois de acumularem perdas expressivas nas últimas semanas. Entre o fechamento do pregão de 19 de maio e a última sexta-feira, o contrato de julho recuou 13,08% em Chicago.
A retomada das cotações foi impulsionada principalmente por operações de hedge realizadas por fundos de investimento, que haviam liquidado um grande volume de posições ao longo do período de queda. Esse movimento técnico contribuiu para uma recomposição parcial dos preços no pregão mais recente.
Apesar da alta desta sessão, o mercado segue atento ao comportamento dos fundos e às condições gerais de oferta e demanda, que continuam determinando a volatilidade dos contratos futuros do cereal.


