Veja os alimentos que acumulam maiores variações em 2026

Dados da inflação divulgados pelo IBGE mostram tubérculos e hortaliças como itens que mais subiram de preço, enquanto óleos e gorduras registraram maior queda de preços este ano

Isadora Camargo, da CNN Brasil, São Paulo
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O comportamento dos alimentos é um dos principais termômetros da inflação brasileira. Por reunir produtos altamente dependentes das condições climáticas e da dinâmica das safras, o grupo Alimentação e Bebidas costuma registrar variações que interferem diretamente no IPCA, assim como vem acontecendo com o grupo de Habitação, por causa do valor da energia em 2026.

Em momentos de escassez, os preços de alimentos sobem rapidamente e impulsionam a inflação. Já com o aumento da oferta, especialmente durante as colheitas, os alimentos costumam exercer o efeito contrário, ajudando a conter o índice.

E, desde junho, o mercado dobrou a atenção com o El Niño, porque o fenômeno climático atinge em cheio o desenvolvimento das lavouras no Brasil. De forma diferentes, pode prejudicar a produção, ou ajudar.

Não por acaso, economistas acompanham de perto a evolução desse grupo, que frequentemente explica boa parte das acelerações ou desacelerações da inflação ao consumidor. De acordo com a divulgação do IBGE da prévia da inflação de julho, o IPCA-15, uma nova lista apontou para os alimentos que mais acumularam altas de janeiro até meados de julho.

Alimentos que mais acumulam altas em 2026

🥔 Tubérculos, raízes e legumes: +63,12%

🥬 Hortaliças e verduras: +13,13%

🥛 Leite e derivados: +9,10%

🌾 Cereais, leguminosas e oleaginosas: +6,58%

🥩 Carnes: +6,58%

🍞 Panificados: +2,15%

🐟 Pescados: +2,19%

🥫 Enlatados e conservas: +1,75%

🧂 Sal e condimentos: +1,36%

🍝 Farinhas, féculas e massas: +1,27%

📉 Maiores quedas em 2026 (acumulado até julho)

🛢️ Óleos e gorduras: -6,38%

Bebidas e infusões: -2,28%

🍎 Frutas: -2,13%

🥚 Aves e ovos: -1,88%

🍬 Açúcares e derivados: -0,64%