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    BYD Dolphin Mini: novo carro elétrico mais barato deve abalar mercado

    Subcompacto elétrico deve custar cerca de R$ 100 mil; BYD Dolphin Mini deve repetir feito do irmão maior

    BYD Seagull terá nome exclusivo no Brasil: Dolphin Mini
    BYD Seagull terá nome exclusivo no Brasil: Dolphin Mini BYD Divulgação

    Thiago Venturacolaboração para a CNN

    Após o sucesso do Dolphin EV, que em poucos meses tornou-se o carro elétrico mais vendido de 2023 no Brasil, a BYD prepara seu próximo best-seller: o Seagull. E para isso, resolveu adotar uma estratégia de familiaridade com o hatch que virou queridinho dos entusiastas de elétricos: aqui no Brasil a marca chinesa pretende batizá-lo de Dolphin Mini.

    A estratégia é aproveitar o que a própria BYD chama de ‘Efeito Dolphin’. Dessa forma, o subcompacto elétrico deverá capitalizar um pouco do sucesso do irmão maior. Mas talvez nem fosse o caso: além do bom acabamento e muita tecnologia, o Dolphin chegou com um preço matador.

    O Dolphin EV teve preço de R$ 149.700, valor de um SUV compacto a combustão, mas para um modelo 100% elétrico. O sucesso foi imediato. Para o Dolphin Mini, o preço promete ser ainda mais agressivo. A marca chinesa ainda não confirmou, mas a imprensa automotiva estima preço a partir de R$ 100 mil, mas que pode chegar aos R$ 130 mil por conta do retorno do imposto de importação para elétricos e híbridos.

    Candidato a best seller

    Mas como é o novo carro da BYD candidato a best seller no Brasil? Trata-se de um subcompacto desenvolvido pela linha Ocean, inspirada em motivos marinhos. É a mesma do Dolphin (Golfinho) e Seal (foca). O Dolphin Mini tem 3,78 metros de comprimento, 1,71 metro de largura e 1,54 metro de altura.

    Apesar disso, terá uma distância entre-eixos considerável:  2,50 metros, 20 centímetros menor que o Dolphin EV. Porém, se comparado com o Fiat Mobi, que tem apenas 2.30 ou Renault  Kwid (2,42 m), tem mais espaço interno para os passageiros. O porta-malas conta com capacidade em torno de 200 litros.

    O veículo é equipado com um motor elétrico de 74 cv de potência, oferecendo opções de bateria de 30 kWh ou 38,8 kWh. Embora a BYD ainda não tenha confirmado a disponibilidade de múltiplas versões do Dolphin Mini no Brasil, é provável que, caso haja apenas uma configuração, seja a versão mais completa da linha.

    Quanto à autonomia, a versão chinesa do Dolphin Mini surpreende com 405 km, conforme avaliação no ciclo padrão da China. No entanto, é importante observar que, dentro do ciclo estabelecido pelo Inmetro no Brasil, a autonomia estimada pode ficar em torno dos 350 km ou até menos. A velocidade máxima na configuração topo de linha atinge 130 km/h.

    Alexandre Baldy, São Paulo
    Ex-ministro e ex-secretário dos Transportes em São Paulo, Alexandre Baldy agora é executivo da BYD / Foto: Governo do Estado de São Paulo

    Made in Brazil?

    Inicialmente, o BYD Dolphin Mini será importado da China para o Brasil. No entanto, há planos para a produção local na fábrica de Camaçari, na Bahia, onde outros modelos da BYD, como o Dolphin, Song Plus e Yuan Plus, também serão fabricados.

    Conversei com o conselheiro da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, sobre os planos da empresa para 2024. O executivo minimizou o impacto da volta do imposto de importação, leia:

    CNN: Como a BYD analisa o retorno do imposto de importação para elétricos e híbridos importados? Isso vai afetar os negócios e estratégias da empresa para o mercado brasileiro?

    Alexandre Baldy: A BYD agora é uma empresa brasileira. Vamos investir R$ 3 bilhões no complexo de Camaçari para produzir veículos elétricos e híbridos nacionais. Por acreditar no Brasil e nos tornarmos uma empresa brasileira, comprometido com meio ambiente e com o consumidor brasileiro, a complexidade tributária é analisada pelo nosso time legal e com uma estratégia bem definida de nos tornarmos locais.

    Aguardamos o Governo Federal desenvolver a política de retomada de tributação de imposto de importação com muito respeito. Acreditamos que essa discussão vai permitir que as empresas sérias, comprometidas com investimentos no Brasil, possam ser agentes de uma reindustrialização do país e possam gerar mais empregos e renda para a população.

    O Dolphin EV tem sido um grande sucesso de vendas e o preço muito competitivo fez inclusive que a concorrência reduzisse a tabela de seus produtos. Contudo, o carro deverá subir de R$ 149 mil para cerca de R$ 163 mil daqui a poucos dias. A BYD pretende lançar mão de bônus ou outro recurso para manter o preço ou reduzir o aumento?

    Qualquer suposição de aumento de preços nesse momento é mera especulação. A BYD trouxe um novo segmento, um carro com uma impressionante tecnologia, com acessibilidade surpreendente ao mercado brasileiro, levando sentimento de poder de consumo a uma parcela significativa da população brasileira, que antes sequer avaliava essa nova tecnologia e seguirá trabalhando com o mesmo propósito.