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    Américo Martins

    Américo Martins

    Especialista em jornalismo internacional e fascinado pelo mundo desde sempre, foi diretor da BBC de Londres e VP de Conteúdo da CNN; já visitou 68 países

    CNN visita campo de refugiados alvo de operações de Israel na Cisjordânia

    Local é alvo de atos de violência em meio à guerra em Gaza

    CNN visita campo de refugiados alvo de operações de Israel na Cisjordânia
    CNN visita campo de refugiados alvo de operações de Israel na Cisjordânia

    A CNN visitou o campo de refugiados de Al-Amari, localizado na cidade de Ramallah, na Cisjordânia.

    Mesmo não estando no centro do conflito entre o Hamas e Israel, a região se tornou alvo de violência desde o começo da guerra em Gaza.

    As Forças de Defesa de Israel fazem constantes incursões na região, desde os ataques do Hamas contra Israel, no dia 7 de outubro.

    Uma semana antes da minha visita, um rapaz de 16 anos, que tentou resistir à ação do exército israelense acabou sendo morto e outras pessoas foram presas. Testemunhas relatam que a operação foi uma das maiores feitas por Israel nos últimos anos.

    Eu entrei em contato com as forças de Israel sobre o caso, que afirmaram que o exército tem feito muitas operações para tentar conter o que eles chamam de atos de terrorismo.

    As ações acontecem não só em campo de refugiados, mas também em cidades e vilarejos da Cisjordânia.

    Desde o começo do conflito em Gaza, mais de 400 palestinos foram mortos na Cisjordânia.

    Durante a minha visita pude notar que o local é formado por casas de concreto e comércios locais. Inicialmente esse campo de refugiados tinha construções de lona e abrigos comandados pela ONU.

    Os palestinos migraram para a região depois da proclamação do Estado de Israel, em 1948. Passados muitos anos, a população desenvolveu o campo e criou construções mais permanentes.

    Nos muros, há diversas pichações do movimento palestino, com desenhos de armas e saudações a intifada. As paredes marcam os momentos em que os palestinos se rebelaram contra Israel, nos campos de refugiados, na Cisjordânia e em Gaza.

    Muros de Al-Amari / CNN

    As Nações Unidas ainda são responsáveis pela administração de Al-Amari. Durante a minha visita, estive na frente da sede da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), que se envolveu em uma grande polêmica nas últimas semanas.

    O governo de Israel acusou funcionários dessa agência de participarem dos ataques do Hamas contra Israel, em 7 de outubro.

    A ONU abriu uma investigação, afastou funcionários, mas muitos países ocidentais, que contribuem para essa agência, suspenderam a ajuda. Esse é o caso inclusive dos Estados Unidos.

    Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) em Al-Amari / CNN

    O Canadá e a Suécia, no entanto, anunciaram que vão retomar o financiamento após o compromisso da ONU de prosseguir com as investigações sobre o caso.

    A agência fornece educação, saúde e comida aos palestinos, não apenas na Faixa de Gaza, mas também na Cisjordânia, na Síria, no Líbano e também na Jordânia.

    A organização atende milhões de palestinos que são refugiados devido aos vários conflitos no Oriente Médio.