Basília Rodrigues
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Basília Rodrigues

Apura e explica. Adora Jornalismo e Direito. Vencedora do Troféu Mulher Imprensa e prêmios Especialistas, Na Telinha e profissionais negros mais admirados

Urgência do governo em aprovar pacote fiscal divide opiniões na Câmara

Rubens Pereira Jr. e Mendonça Filho, possíveis relatores dos projetos enviados pelo Executivo, têm avaliações diferentes

Deputados Rubens Jr. (PT-MA) e Mendonça Filho (União-BA), respectivamente  • ARTE/CNN
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Os pedidos de urgência do pacote fiscal que devem ir à votação nesta quarta-feira (4), na Câmara, expõem racha na base aliada.

Os deputados Rubens Jr. (PT-MA) e Mendonça Filho (União-PE), integrantes de partidos da base, divergem sobre a pressa para aprovar o pacote.

O maior entrave é sobre a tramitação da PEC, que trata de novas regras para o pagamento de abono salarial.

Ao mesmo tempo, os dois deputados são cotados para assumir a relatoria dos textos, o que aumenta disputas entre governistas.

"Não há urgência para PEC. Não existe isso no regimento. Prazo de emenda é um direito sagrado de todos os parlamentares", afirmou Mendonça à CNN.

Ele disse que irá manifestar esse ponto de vista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

Vice-líder do governo, Rubens Jr. tem buscado apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para ser escolhido relator.

"O assunto é urgente para o país. Chegou a hora de votar. Começando pela urgência", disse.

Os pedidos formalmente tratam dos projetos de lei e não da PEC, uma vez que o pacote fiscal está distribuído em diferentes propostas.

No entanto, há resistências quanto ao ritmo acelerado que a eventual aprovação da urgência pode provocar no pacote inteiro.

Por isso, há parlamentares que ameaçam pedir vista, o que poderia inviabilizar a aprovação da PEC ainda neste ano.