Coppolla: Bolsonaro será condenado por juízes que não poderiam julgá-lo
“Uma justiça na qual os juízes se sentem à vontade para julgar amigos e inimigos, inclusive em processos nos quais eles próprios, os julgadores, figuram como vítimas”
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será condenado por juízes que não poderiam julgá-lo e será preso por crimes que não cometeu, afirmou o comentarista Caio Coppolla no programa O Grande Debate desta segunda-feira (24).
“Uma justiça aparelhada por 'amigos e companheiros' de Lula, na qual os juízes se sentem à vontade para julgar amigos e inimigos, inclusive em processos nos quais eles próprios, os julgadores, figuram como vítimas. Uma justiça que censura seus adversários políticos, que prende manifestantes pacíficos sem julgamento, que tira redes sociais do ar e que atua politicamente para impedir a vitória eleitoral dos seus desafetos”, opinou.
A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente e outras sete pessoas por tentativa de golpe de Estado começará a ser analisada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (25).
“Percebam que, quanto mais o STF avança na sua farsa sobre o golpe, maior a popularidade de Bolsonaro e menor o prestígio do Tribunal. Quanto mais ele é atacado injustamente pelo Supremo, mais ele se fortalece eleitoralmente perante o povo. Ao invés de suspeito, Jair Bolsonaro é visto como inocente. Ao invés de agressor, Jair Bolsonaro é visto como vítima. Ao invés de réu, Jair Bolsonaro é visto como perseguido. Ao invés de condenado pela Justiça, Jair Bolsonaro será injustiçado pelo STF. Assim que for proferida a sua sentença e a sua ordem de prisão for decretada, ele se tornará um mártir da liberdade, condenado por um verdadeiro tribunal de exceção”, disse Coppolla.
“Mesmo antes da denúncia ser recebida pelo Tribunal e do projeto da Anistia ser votado no Congresso, os ministros estão escancarando seu voto, pressionando os parlamentares e se articulando entre si para violar as prerrogativas dos outros Poderes. É muita injustiça e isso, sem dúvida, fortalece o injustiçado, seja espiritualmente, seja eleitoralmente”, concluiu.



