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    Caio Junqueira

    Caio Junqueira

    Formado em Direito e Jornalismo, cobre política há 20 anos, 10 deles em Brasília cobrindo os 3 Poderes. Passou por Folha, Valor, Estadão e Crusoé

    Presidente da Petrobras e governadores defendem fundo para Amazônia com dinheiro de petróleo

    Esperam que pacote seja apresentado na COP-30, realizada em 2025 em Belém

    Presidente da Petrobras e governadores defendem fundo para Amazônia com dinheiro de petróleo
    Presidente da Petrobras e governadores defendem fundo para Amazônia com dinheiro de petróleo

    O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, e governadores da Amazônia decidiram nesta sexta-feira (15) levar ao Palácio do Planalto uma proposta de um fundo a ser abastecido com recursos da exploração de petróleo que seria destinado a medidas ambientais na região.

    A ideia é avançar para que o pacote seja apresentado na COP-30, que será realizada em 2025 em Belém.

    “Temos que chegar na COL com exemplo de transição energética do combustível fóssil para nova era. Então vamos mapear as expectativas e demandas dos estados”, diase Prates.

    O governador do Pará, Helder Barbalho, presidente do Consórcio Amazônia, foi na mesma linha.

    “A Proposta é criar um fundo cuja destinação será desenhada com as secretarias de meio ambiente”, afirmou.

    Com a estratégia, há expectativa de que o Ibama acelere uma definição sobre a exploração na margem equatorial.

    O órgão segura há quase dez meses a licença para explorar petróleo na bacia da Foz do Amazonas e a greve de servidores do órgão deve estender prazo.

    A rejeição à licença para perfuração do poço FZM-59 foi dada pelo presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, no dia 17 de maio de 2023, atendendo a um parecer técnico proferido no dia 20 de abril.

    A Petrobras fez um pedido de reconsideração dias depois que até hoje não foi respondido.

    O Ibama informou à CNN que o pedido está sob análise técnica e que não há prazo para a decisão. O diretor de exploração, Joelson, disse na manhã desta sexta-feira ter “zero informação” sobre como anda o processo no Ibama e que a greve no órgão deve impactar.

    “Temos zero informação do Ibama. Eles estão em greve. Temos licenças futuras e estamos com receio que isso as afete”, disse.

    A greve já dura mais de dois meses. Eles pedem melhorias nas condições de trabalho e de remuneração.

    A fala foi feita durante o fórum “Transição Justa e Segurança Energética” em São Luís, no qual a Petrobras e governadores da Amazônia debatem a exploração de petróleo na margem equatorial brasileira. A ministra de Meio Ambiente, Marina Silva, foi convidada para o evento, mas não compareceu.

    Sua assessoria não informou à CNN o motivo.

    Na abertura do evento, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, disse que a previsão para a primeira fase de exploração é de R$ 15 bilhões na região até 2028. “Iniciamos já a peswuisa na bacia de Barreirinhas e confiamos em uma evolução positiva”, disse.

    O fator econômico tem sido um dos principais argumentos dos defensores da exploração, uma vez que os estados que seriam beneficiados estão dentre os mais carentes do país.

    “Está na hora de ver que os estados do Norte e do Nordeste são estados com índice de pobreza muito alto e diria até subdesenvolvido. A gente precisa criar alternativa e vejo na exploração de petróleo na margem equatorial a oportunidade de criação de emprego e renda”, disse.