Ibama segura licença para Foz do Amazonas e greve deve estender prazo
Servidores do órgão pedem melhores condições de trabalho e salários

O Ibama segura há quase dez meses a licença para explorar petróleo na bacia da Foz do Amazonas e a greve de servidores do órgão deve estender prazo.
A rejeição à licença para perfuração do poço FZM-59 foi dada pelo presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, no dia 17 de maio de 2023, atendendo a um parecer técnico proferido no dia 20 de abril.
A Petrobras fez um pedido de reconsideração que até hoje não foi respondido. O Ibama informou a CNN que o pedido está sob análise técnica e que não há prazo para a decisão.
O diretor de exploração e produção, Joelson Mendes, disse na manhã desta sexta-feira (15) ter “zero informação” sobre como anda o processo no Ibama e que a greve no órgão deve impactar.
“Temos zero informação do Ibama. Eles estão em greve. Temos licenças futuras e estamos com receio que isso as afete”, disse.
A greve já dura mais de dois meses. Eles pedem melhorias nas condições de trabalho e de remuneração.
A fala foi feita durante o fórum “Transição Justa e Segurança Energética” em São Luís, no qual a Petrobras e governadores da Amazônia debatem a exploração de petróleo na margem equatorial brasileira.
A ministra de Meio Ambiente, Marina Silva, foi convidada para o evento mas não compareceu. Sua assessoria não informou a CNN o motivo.
Na abertura do evento, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, disse que a previsão para a primeira fase de exploração é de R$ 15 bilhões na região até 2028. “Iniciamos já a pesquisa na bacia de Barreirinhas e confiamos em uma evolução positiva”, disse.
O fator econômico tem sido um dos principais argumentos dos defensores da exploração, uma vez que a os estados que seriam beneficiados estão dentre os mais carentes do país.
“A solução para o Maranhão é que a margem equatorial possa ser viabilizada. É uma oportunidade para que o Amapá possa sair dos piores índices sociais”, disse o governador do Pará, Helder Barbalho, presidente do Consórcio Amazônia.
O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), foi na mesma linha. “Está na hora de ver que os estados do Norte e do Nordeste são estados com índice de pobreza muito alto e diria até subdesenvolvido.
A gente precisa criar alternativa e vejo na exploração de petróleo na margem equatorial a oportunidade de criação de emprego e renda”, disse.



