Caio Junqueira
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Caio Junqueira

Formado em Direito e Jornalismo, cobre política há 23 anos, 10 deles em Brasília cobrindo os Três Poderes. Passou por Folha, Valor, Estadão e Crusoé

Ibama segura licença para Foz do Amazonas e greve deve estender prazo

Servidores do órgão pedem melhores condições de trabalho e salários

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O Ibama segura há quase dez meses a licença para explorar petróleo na bacia da Foz do Amazonas e a greve de servidores do órgão deve estender prazo.

A rejeição à licença para perfuração do poço FZM-59 foi dada pelo presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, no dia 17 de maio de 2023, atendendo a um parecer técnico proferido no dia 20 de abril.

A Petrobras fez um pedido de reconsideração que até hoje não foi respondido. O Ibama informou a CNN que o pedido está sob análise técnica e que não há prazo para a decisão.

O diretor de exploração e produção, Joelson Mendes, disse na manhã desta sexta-feira (15) ter “zero informação” sobre como anda o processo no Ibama e que a greve no órgão deve impactar.

“Temos zero informação do Ibama. Eles estão em greve. Temos licenças futuras e estamos com receio que isso as afete”, disse.

A greve já dura mais de dois meses. Eles pedem melhorias nas condições de trabalho e de remuneração.

A fala foi feita durante o fórum “Transição Justa e Segurança Energética” em São Luís, no qual a Petrobras e governadores da Amazônia debatem a exploração de petróleo na margem equatorial brasileira.

A ministra de Meio Ambiente, Marina Silva, foi convidada para o evento mas não compareceu. Sua assessoria não informou a CNN o motivo.

Na abertura do evento, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, disse que a previsão para a primeira fase de exploração é de R$ 15 bilhões na região até 2028. “Iniciamos já a pesquisa na bacia de Barreirinhas e confiamos em uma evolução positiva”, disse.

O fator econômico tem sido um dos principais argumentos dos defensores da exploração, uma vez que a os estados que seriam beneficiados estão dentre os mais carentes do país.

“A solução para o Maranhão é que a margem equatorial possa ser viabilizada. É uma oportunidade para que o Amapá possa sair dos piores índices sociais”, disse o governador do Pará, Helder Barbalho, presidente do Consórcio Amazônia.

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), foi na mesma linha. “Está na hora de ver que os estados do Norte e do Nordeste são estados com índice de pobreza muito alto e diria até subdesenvolvido.

A gente precisa criar alternativa e vejo na exploração de petróleo na margem equatorial a oportunidade de criação de emprego e renda”, disse.

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