Caio Junqueira
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Caio Junqueira

Formado em Direito e Jornalismo, cobre política há 23 anos, 10 deles em Brasília cobrindo os Três Poderes. Passou por Folha, Valor, Estadão e Crusoé

Debate amplia críticas a candidatos nas redes, diz AP Exata

Avaliação aponta que, apesar da repercussão negativa, os indicadores ainda não mostram uma mudança consistente no equilíbrio digital da disputa

O debate entre os presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na TV Bandeirantes, na noite do último domingo (18), repercutiu negativamente nas redes sociais para os dois candidatos, aponta um levantamento da empresa AP Exata.

Nos indicadores da pesquisa, as menções positivas a Flávio caíram de 40,09% para 37,93% (-2,16 p.p.), enquanto Lula recuou de 39,80% para 38,65% (-1,15 p.p.). A vantagem de 0,29 ponto do candidato do PL neste quesito se transformou em uma diferença de 0,72 ponto favorável ao petista na manhã seguinte ao debate. Na confiança, os dados desta segunda registram 15,18% para Flávio e 14,98% para Lula, diferença de 0,2 ponto.

Na avaliação feita pelo CEO da AP Exata, “a repercussão, portanto, intensificou a polarização e ampliou as críticas aos dois candidatos, mas os indicadores ainda não apontam uma mudança consistente no equilíbrio digital da disputa”.

Os dados na manhã desta segunda-feira (19) mostram ainda que o debate estimulou nas redes sociais uma intensa circulação de críticas e ironias, com pouco espaço para discussões sobre propostas.

A direita explorou a defesa de Lula sobre as saidinhas de presos, o ato falho nas considerações finais, quando afirmou que o Brasil “vai acabar” caso seja reeleito, e a expressão “malandro carioca”, utilizada contra Flávio e interpretada como uma ofensa aos cariocas.

A esquerda, por sua vez, viralizou a resposta irônica de Lula ao questionamento de Flávio sobre os votos recebidos pelo presidente entre presidiários. O petista afirmou querer 100% dos votos, inclusive o de Jair Bolsonaro. Também ganharam destaque as críticas de que o senador fugiu das perguntas, especialmente sobre Vorcaro, e a cobrança do atual presidente pela abertura dos sigilos.