Lula aposta em soberania, bets e custo de vida na reta final de campanha
Foco também será no confronto contra Flávio Bolsonaro e no monitoramento de ações estrangeiras a favor do bolsonarista
A campanha do presidente Lula (PT) à reeleição aproveita seu retorno a Brasília após a Assembleia da ONU (Organização das Nações Unidas) para alinhar a reta final da campanha com ele, com foco na exploração de três temas: bets, custo de vida e soberania.
Sobre bets, a principal ideia na mesa é baixar uma Medida Provisória ou encaminhar um projeto de lei ao Congresso que, no mínimo, restrinja as apostas.
Do ponto de vista político, a campanha tentará vincular a liberação das bets no Brasil ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O principal argumento será o de que foi a ausência de regulamentação das bets durante o governo anterior que levou à sua proliferação e que, no momento em que foi regulamentado pelo governo Lula 3, o número de sites credenciados caiu de cerca de 20 mil para 300.
A campanha também pretende partir para o confronto contra Flávio Bolsonaro (PL) para rebater uma das ideias centrais do opositor, que vem explorando o alto custo de vida.
No PT, a orientação é que Lula reconheça o alto custo de vida, assinale para melhorias caso seja reeleito, mas defenda resultados econômicos de sua gestão, como indicadores de inflação, emprego e renda, para forçar um embate de números com a gestão anterior de Jair Bolsonaro.
Por fim, a soberania, ideia que há meses a campanha petista vem explorando e que deve reforçar nesta reta final, em especial devido à percepção de que os Estados Unidos atuam para derrotar Lula.
Na manhã desta quarta-feira, a CNN mostrou as quatro frentes nas quais governo e PT consideram haver uma movimentação clara de interferência pró-Flávio Bolsonaro nas eleições brasileiras.



