Caio Junqueira
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Caio Junqueira

Formado em Direito e Jornalismo, cobre política há 23 anos, 10 deles em Brasília cobrindo os Três Poderes. Passou por Folha, Valor, Estadão e Crusoé

Pesquisa põe vice-prefeito de SP como mais bem posicionado do PL ao Senado

Sondagem é um dos pontos considerados pelo partido para escolha

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Um levantamento feito pela Paraná Pesquisas, que estava sendo aguardado pelo PL para definir o seu candidato ao Senado em São Paulo, mostrou que o vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo, é o mais bem posicionado dentre seus adversários internos.

Enquanto ele pontua com 18,1% das intenções de voto em um cenário estimulado com outras candidaturas, seus adversários internos, como o deputado federal Mario Frias e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, André do Prado, chegam respectivamente com 13,4% e 9,8%.

A pesquisa vem sendo considerada como um componente importante para definir a candidatura, diante da falta de acordo no partido para a escolha.

Chamou a atenção do partido que, em todos os cenários testados, os pré-candidatos ao Senado da chapa com Fernando Haddad (PT) lideram, caso das ex-ministras Marina Silva (Rede), que aparece com cerca de 37%; e Simone Tebet (PSB), que fica ao redor de 32%.

O ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, já escolhido como candidato ao Senado pelo PP na chapa do governador Tarcísio de Freitas, tem ao redor de 27%.

Nesse sentido, os dados mostram que a divisão da direita pode levar a uma vitória de Marina e Simone e deixar a direita sem senador eleito neste ano em São Paulo. Ainda mais com a possibilidade de o ex-ministro Ricardo Salles se lançar pelo Novo. Nas pesquisas, ele fica ao redor de 18%.

O cenário deve ampliar as divergências internas no PL.

Como mostrou a CNN, há divergências entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e a família Bolsonaro. O governador paulista tem defendido, nos bastidores, André do Prado, considerado alguém com mais capacidade de atrair o eleitor de centro, que terá também a opção de nomes como Simone Tebet na chapa de Fernando Haddad ao governo.

Prado, porém, é um nome não considerado próximo àquele que, no bolsonarismo, é visto como o "dono da vaga" e, portanto, o responsável pela indicação: o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Ele era o nome natural da legenda para disputar o Senado, mas virou réu pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por coação processual após sua atuação nos Estados Unidos contra o ministro da Suprema Corte, Alexandre de Moraes, e deve perder seus direitos políticos. Bolsonaristas apontam que seu preferido para a disputa é o ex-ministro da Cultura Mario Frias.

Já aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmam que ele tem preferência pelo vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello, indicado por ele para a chapa com Ricardo Nunes (MDB).

Há possibilidade, inclusive, de um quarto nome surgir caso não haja acordo: o irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro, Renato Bolsonaro.